São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Gargalo no Estreito de Ormuz impulsiona petróleo e eleva alerta sobre oferta

Brent encerrou o dia a US$97,92, enquanto ataques e queda no trânsito de navios ampliam as preocupações com o abastecimento.

Gargalo no Estreito de Ormuz impulsiona petróleo e eleva alerta sobre oferta

O trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz caiu para sete embarcações de carga na segunda-feira, ante oito no dia anterior, segundo dados da Kpler divulgados na terça-feira. A passagem está bloqueada, e a redução aumenta a preocupação com o transporte de energia no Oriente Médio.

Antes dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em fevereiro, cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo passava pelo estreito. As exportações da região já vinham sendo prejudicadas depois que o Irã atacou infraestruturas energéticas e navios que cruzavam a passagem.

A Arábia Saudita, segunda maior produtora mundial de petróleo, tem levado parte da produção para o oeste, em direção ao Mar Vermelho, para contornar o bloqueio. Ainda assim, os ataques de terça-feira ameaçam interromper o fornecimento de energia para além do Estreito de Ormuz.

Os houthis, apoiados pelo Irã no Iêmen, atacaram quatro cidades no sul da Arábia Saudita, país aliado dos EUA. Mais de 70 pessoas ficaram feridas, e instalações petrolíferas foram incendiadas. A mídia controlada pelo grupo também informou que aviões de guerra sauditas fizeram ataques no distrito de Jubah, no Iêmen, e na província de Taiz.

O movimento elevou os contratos do petróleo. O Brent avançou US$0,92, ou 0,9%, e fechou a US$97,92 por barril. O WTI subiu US$1,55, ou 1,7%, para US$93,03.

Com o resultado, as duas referências permaneceram em território tecnicamente de sobrecompra. O Brent teve o maior fechamento desde 23 de julho pelo segundo dia consecutivo. O WTI alcançou seu maior fechamento desde 4 de junho.

Apesar da alta, os preços recuaram em relação aos ganhos anteriores diante do temor de que combustíveis mais caros alimentem a inflação e levem bancos centrais a aumentar os juros. Esse movimento poderia reduzir o crescimento econômico e a demanda por energia.

Wall Street se prepara para a possibilidade de que as interrupções no transporte marítimo continuem até 2027. Goldman Sachs, HSBC e outros bancos elevaram as projeções para o preço do petróleo no restante de 2026 e em 2027.

Os custos dos combustíveis também foram pressionados por interrupções em refinarias do Oriente Médio, da Rússia e de outros locais. Executivos do setor preveem oferta global restrita de diesel durante o inverno, em razão da capacidade limitada de refino, da proibição de exportações russa após ataques da Ucrânia e da aproximação do pico de consumo da estação.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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