São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Bab el-Mandeb vira ponto de risco para o petróleo saudita

Avanço dos houthis no Iêmen aumenta a preocupação com uma rota marítima ligada ao Canal de Suez e às exportações de petróleo.

Bab el-Mandeb vira ponto de risco para o petróleo saudita

O avanço dos rebeldes houthis no Iêmen aumentou o risco para o tráfego marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem importante para o transporte de petróleo e mercadorias entre a Ásia e a Europa. O grupo tomou Mocha, a cerca de 70 quilômetros do estreito, e controla o porto de Hodeida.

O movimento ocorre em meio à intensificação dos combates entre os houthis e a Arábia Saudita. Desde julho, os rebeldes mantêm um bloqueio marítimo contra os sauditas e atacaram navios do país, embora neguem que pretendam fechar Bab el-Mandeb ou cobrar direitos de trânsito.

Onde fica o estreito

Bab el-Mandeb separa o Iêmen do Chifre da África e conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Aden. A passagem tem aproximadamente 100 quilômetros de comprimento e 30 quilômetros de largura, entre Ras Menheli, na costa iemenita, e Ras Siyyan, no Djibuti.

A rota permite que navios que saem da Ásia alcancem o Mar Vermelho, o Canal de Suez e o Mediterrâneo. Por isso, qualquer ameaça à circulação pode afetar o caminho usado por petroleiros e embarcações comerciais.

O tráfego pelo Canal de Suez caiu de forma acentuada em 2024, depois dos ataques houthis contra navios considerados ligados a Israel. Entre janeiro e agosto de 2026, o movimento ficou pouco acima da metade do nível anterior à crise.

Impacto nas exportações de petróleo

Antes da guerra no Oriente Médio, Bab el-Mandeb respondia por 12% do fluxo global de petróleo em 2023, segundo a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos. Com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, a passagem se tornou uma rota ainda mais importante para a Arábia Saudita.

As exportações pelo porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, chegaram a uma média de 3,8 milhões de barris por dia entre março e julho, cerca de cinco vezes o nível anterior à guerra. Em agosto, porém, recuaram para 1,5 milhão de barris por dia, depois que os houthis retomaram os ataques contra navios sauditas.

Para Andreas Krieg, especialista em segurança do King's College London, “o maior perigo não é necessariamente o fechamento físico de Bab el-Mandeb, mas a incerteza persistente”.

A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por represálias de Teerã. Em julho, os houthis permitiram o pouso de uma aeronave iraniana no Iêmen, apesar do controle saudita do espaço aéreo. A reação do governo apoiado pela Arábia Saudita rompeu o cessar-fogo firmado em 2022.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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