São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Guarulhos terá sistema para detectar e neutralizar drones

Diretrizes enviadas à Anac colocam a concessionária do aeroporto à frente da compra, instalação e operação da estrutura.

Guarulhos terá sistema para detectar e neutralizar drones

O Aeroporto Internacional de Guarulhos vai receber um sistema para detectar, acompanhar, reduzir e neutralizar a presença de drones. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, encaminhou nesta sexta-feira, 11, à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) as diretrizes para começar a compra e a instalação da estrutura.

A concessionária responsável pelo aeroporto deverá adquirir, instalar e operar os equipamentos. Também ficará encarregada de dar a primeira resposta a ocorrências e avisar as autoridades. Os dispositivos precisarão ser homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com o Ministério dos Portos e Aeroportos, drones perto de aeroportos podem colocar em risco pousos e decolagens, interferir nas atividades e diminuir a eficiência das operações. Guarulhos foi escolhido para iniciar o modelo por causa de sua importância na malha aérea nacional e do histórico de ocorrências com drones na região do aeroporto.

“Estamos dando um passo importante para ampliar a segurança das operações e dar uma resposta mais efetiva ao problema dos drones próximos aos aeroportos”, afirmou Tomé Franca. Segundo o ministro, a experiência poderá ajudar a analisar, com critérios técnicos, a adoção da medida em outros aeroportos do País.

A implantação envolverá Anac, Polícia Federal, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Receita Federal e Anatel, cada órgão dentro de suas atribuições. O Decea participará da definição das áreas de proteção e dos procedimentos para interromper e retomar voos.

A Anac deverá avaliar os riscos e a relação entre custos e benefícios da implantação em Guarulhos, com a participação da Polícia Federal e do Decea. Caso uma expansão seja considerada necessária, a agência terá de criar regras gerais para indicar os aeroportos que deverão contar com o sistema.

Entre os critérios previstos estão o movimento de aeronaves e passageiros, a importância para a malha aérea nacional, o histórico de ocorrências com drones e as características do entorno.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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