São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Fundo da Wellington amplia busca por ações europeias e reduz semicondutores

Laura Howenstine afirma que a diversificação ganhou importância e que oportunidades ligadas à inteligência artificial vão além do hardware.

Fundo da Wellington amplia busca por ações europeias e reduz semicondutores

A Wellington Management reduziu um pouco os investimentos em empresas de semicondutores e passou a procurar oportunidades ligadas à inteligência artificial em outros setores. Para Laura Howenstine, diretora da gestora americana, empresas que usam AI para ganhar eficiência também podem se beneficiar do avanço da tecnologia.

Howenstine é responsável pelo fundo Global Quality Growth, que administra US$ 7 bilhões e investe globalmente em companhias de crescimento, valuations atrativos e dividendos elevados. A Wellington Management tem US$ 1,2 trilhão em AUM.

Em relação ao MSCI All Country World Index, o fundo está underweight em ações dos EUA e overweight na Europa. A escolha considera a combinação de crescimento, qualidade, valuation e retorno aos acionistas. Na avaliação de Howenstine, as empresas europeias apresentam, em média, valuations mais atrativos que as americanas.

A diretora afirmou que a economia europeia mostra sinais de recuperação, com dados de produção industrial mais fortes. O fundo concentra suas principais posições nos setores financeiro, industrial e de saúde. A carteira também identifica oportunidades no Japão, especialmente no setor financeiro, diante de sinais de recuperação econômica após um período marcado por desafios demográficos, baixo crescimento e baixa inflação.

Como a gestora vê a inteligência artificial

A Wellington considera a AI um superciclo de tecnologia, mas Howenstine disse que os investidores mudam rapidamente a classificação das empresas entre vencedoras, beneficiadas pela infraestrutura ou ameaçadas pela tecnologia. Essa mudança provoca impactos nos preços das ações.

Segundo ela, a demanda por AI é real e excede a oferta, mas os valuations precisam ser observados. Entre as principais posições do fundo estão Nvidia e TSMC, embora os investimentos nessas empresas tenham sido reduzidos marginalmente recentemente.

A estratégia é manter uma exposição neutra à AI em relação ao benchmark. A gestora também procura companhias que possam usar a tecnologia para se tornar mais eficientes, desde que estejam com preços adequados.

Diversificação diante da desglobalização

Para Howenstine, o desempenho das bolsas de diferentes países está menos correlacionado que no passado por causa de um processo de desglobalização. Ela disse que o cenário exige um portfólio diversificado entre setores, geografias e perfis de empresas.

A análise também considera características que permitam projetar os resultados das companhias com mais confiança. Uma delas pode ser ter boa parte da demanda fora do país de origem.

O fundo investe ainda na Sabesp, no Brasil, mas Howenstine não detalhou o valor nem a tese para a posição. Ela afirmou que nenhum mercado é descartado previamente: a equipe procura identificar os motores de crescimento e qualidade de cada empresa.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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