São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Perito de Dark Horse presta serviço a instituto que investiu no Banco Master

Empresa de Anísio Costa Castelo Branco tem contrato de R$ 728,5 mil com a previdência de Cajamar, que aplicou R$ 87 milhões no banco.

Perito de Dark Horse tem contrato de R$ 728 mil com previdência exposta ao Banco Master
Foto: Reprodução

A empresa comandada pelo perito Anísio Costa Castelo Branco tem um contrato de R$ 728,5 mil com o Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), que investiu R$ 87 milhões em títulos emitidos pelo Banco Master. Anísio também foi contratado para analisar as contas de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro (PL) financiado com recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.

O acordo com o IPSSC foi firmado em janeiro de 2026, por inexigibilidade de licitação. Do valor total, R$ 692,7 mil são destinados a uma perícia investigativa defensiva sobre os investimentos no banco. O serviço é executado pelo IPI – Instituto de Perícia Investigativa, dirigido por Anísio.

Trabalho sobre os investimentos

O instituto de Cajamar indicou Anísio como assistente técnico em 7 de maio, em uma ação judicial que discute os R$ 87 milhões aplicados no Banco Master. Em 11 de junho, ele assinou o contrato para examinar as contas de Dark Horse.

De acordo com Anísio, a equipe avalia demonstrações contábeis do banco, acompanha procedimentos administrativos no Banco Central e analisa documentos elaborados pela KPMG e pela Fitch Ratings. A perícia também considera a atuação do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério da Previdência.

O trabalho pode gerar laudos, pareceres e notas técnicas para apoiar medidas de recuperação dos recursos, pedidos de indenização e eventual responsabilização de envolvidos. Anísio afirmou que a análise continua e ainda não definiu responsabilidades.

Aplicações de Cajamar

O Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo informou que o IPSSC comprou Letras Financeiras do Banco Master em três operações: R$ 35 milhões em outubro de 2023, R$ 25 milhões em dezembro de 2023 e R$ 27 milhões em março de 2024.

O total correspondia a mais de 15% da carteira do regime próprio de previdência do município. O órgão levou o caso ao Tribunal de Contas do Estado e questionou a exposição dos recursos previdenciários ao banco.

Um levantamento posterior identificou R$ 238,15 milhões de fundos previdenciários municipais paulistas em ativos ligados ao Master. Cajamar tinha o segundo maior valor, atrás de São Roque, com R$ 93,15 milhões.

Uma ação popular questiona as três aplicações. Respondem ao processo o IPSSC, o Banco Master, Daniel Vorcaro, ex-dirigentes da previdência municipal, uma consultoria e Danilo Joan, então prefeito de Cajamar. Em abril, a Justiça determinou uma perícia contábil e atuarial para verificar a situação financeira do banco na época dos aportes, as análises de risco, os responsáveis pelas decisões e possível impacto sobre o patrimônio previdenciário.

A contratação para Dark Horse foi feita pelo escritório HSLaw, de Ricardo Hasson Sayeg. O filme é produzido pela Go Up Entertainment e está no centro de apurações sobre o caminho dos recursos usados no financiamento e sua relação com estruturas ligadas a Vorcaro.

Anísio disse que o escritório sabia de sua atuação no caso de Cajamar. Segundo ele, as duas contratações passaram pelo compliance do IPI, que não identificou conflito de interesses.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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