São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Vigilantes da UFRJ dizem não ter visto estudante fazer ofensas raciais

Depoimentos à Polícia Civil afirmam que Diego apenas negava ser nazista e tentava se proteger durante as agressões.

Vigilantes da UFRJ dizem não ter visto estudante fazer ofensas raciais

Dois vigilantes que trabalhavam no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ afirmaram à Polícia Civil que não viram o estudante de História Diego Costa da Silva Araújo fazer ofensas raciais ou xingar colegas durante a confusão em que ele foi agredido. Os depoimentos foram prestados nos dias 1º e 2 de setembro.

Segundo Douglas da Silva Nascimento e Cleuber José de Almeida, Diego repetia que não era nazista e tentava se defender das agressões. A investigação ainda não encontrou elementos que sustentem a acusação feita pelo estudante de Direito Deivid Lima, que afirma ter sido atacado e chamado de “macaco” ao tentar levar Diego até uma delegacia.

Douglas contou que subiu ao terceiro andar do prédio depois de ser avisado sobre uma confusão envolvendo um estudante com “dizeres nazistas” na camisa. Questionado pela polícia sobre ter visto Diego xingar alguém ou usar algum nome ofensivo, respondeu que não. De acordo com o vigilante, o estudante não agredia ninguém e apenas se protegia.

Cleuber também foi ao terceiro andar para tentar conter o tumulto. Ele estimou que havia cerca de 40 a 50 pessoas no local e disse não ter visto Diego ofender ninguém. O vigilante afirmou ainda que o estudante não falou nada além de tentar se defender das agressões.

O que dizem os demais depoimentos

O terceiro vigilante ouvido, Marcelo Souza da Silva, presenciou apenas a parte final do episódio. Ele deixou o refeitório dos vigilantes após ouvir gritos e viu alunos empurrando e agredindo Diego para fora do prédio. O depoimento não registra perguntas sobre possíveis falas ofensivas do estudante.

Douglas e Cleuber disseram que tentaram controlar a situação e acionaram a supervisão da empresa, a Polícia pelo 190, a administração e a direção do IFCS. Os três vigilantes relataram que as agressões só terminaram quando Diego conseguiu fugir. A Polícia Militar chegou ao instituto depois que a confusão havia acabado.

Diego nega ter feito apologia ao nazismo. Ele afirma que a camiseta era de uma banda punk antinazista e diz ter sofrido uma tentativa de homicídio ao ser espancado por dezenas de pessoas.

O caso é investigado pela 1ª DP (Praça Mauá). Uma professora que dava aula na sala onde a confusão começou também foi ouvida e afirmou não ter presenciado agressões físicas enquanto Diego ainda estava no ambiente.

A UFRJ informou que os docentes prestam os esclarecimentos pedidos pela polícia e que a universidade abriu uma sindicância para apurar internamente as circunstâncias do episódio.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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