São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Carros

Volkswagen aprova reestruturação com previsão de até 50 mil cortes

Plano aprovado pelo conselho prevê reduzir postos, mas a empresa ainda não informou quando nem onde as demissões ocorrerão.

Volkswagen aprova reestruturação com previsão de até 50 mil cortes
Foto: divulgação/Volkswagen

A Volkswagen aprovou nesta quinta-feira (3) um plano de transformação que pode retirar cerca de 50 mil postos de trabalho do grupo. A previsão inclui funções de gestão e faz parte de uma reestruturação voltada a melhorar a eficiência e a competitividade da montadora.

A decisão foi aprovada por unanimidade pelo conselho de supervisão da empresa. O plano, chamado de “Future Plan”, também considera os efeitos da concorrência internacional, as mudanças nas preferências dos consumidores e o avanço das tecnologias usadas na indústria automotiva.

A companhia não detalhou o calendário dos cortes nem explicou como a redução será dividida entre marcas e regiões. A Volkswagen informou que as iniciativas já em andamento não serão suficientes para alcançar as metas estabelecidas e que será necessária uma nova diminuição relevante no quadro de funcionários.

Resultados de 2025

O anúncio vem após um ano de piora em indicadores financeiros. Em 2025, o grupo entregou 8.983.900 veículos no mundo, queda de 0,5% na comparação com 2024. A receita de vendas ficou em € 321,9 bilhões, contra € 324,7 bilhões no ano anterior.

O resultado operacional recuou de € 19,1 bilhões para € 8,9 bilhões no período, baixa de 53,5%. A empresa associou parte do impacto a despesas extraordinárias de € 4,7 bilhões com a reorganização de produtos e a redução do valor contabilizado para a operação da Porsche. Também foram registrados € 2,9 bilhões ligados a tarifas de importação nos Estados Unidos e € 1,3 bilhão em custos de reestruturação de pessoal.

A margem operacional caiu para 2,8%, ante 5,9%, e a meta da Volkswagen é levá-la para uma faixa de 8% a 10% até 2030. Apesar do recuo, o caixa líquido da divisão automotiva cresceu € 1,3 bilhão e chegou a € 6,4 bilhões. Os recursos disponíveis da divisão somavam € 34,5 bilhões ao fim de 2025.

Veículos elétricos e operação no Brasil

Os carros totalmente elétricos passaram a representar 10,9% das entregas globais em 2025, acima dos 8,2% registrados em 2024. No mesmo ano, o número médio de empregados do grupo caiu 2,3%. Com as empresas parceiras na China, a média foi de 667.164 pessoas. Sem essas parceiras, havia 602.659 funcionários ativos em 31 de dezembro de 2025.

No Brasil, a direção foi diferente. A Volkswagen informou ter 23.297 colaboradores ativos no país em 31 de dezembro de 2025, contra 22.810 no encerramento de 2024. A América do Sul reunia 32.004 empregados, equivalentes a 5% da força de trabalho global. Desse total regional, 30.474 tinham contratos por tempo indeterminado e 31.864 trabalhavam em período integral.

As operações brasileiras incluem as fábricas de Anchieta e Curitiba, voltadas à produção de veículos, e a unidade de São Carlos, que fabrica motores e componentes. A fábrica de Resende, da Volkswagen Truck & Bus, produz caminhões e ônibus.

A Volkswagen do Brasil também é alvo de um processo administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em outubro de 2024. A apuração trata de possíveis trocas inadequadas e anticompetitivas de informações sobre recursos humanos e salários entre montadoras instaladas no país.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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