São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Saúde

Estudo testa remédio oncológico para perda óssea e gordura na menopausa

Testes em ratos apontaram aumento da formação óssea, redução de gordura corporal e mudanças em tecidos afetados pela menopausa.

Estudo testa remédio oncológico para perda óssea e gordura na menopausa
Foto: Gettyimages

Pesquisadores da University of East Anglia, no Reino Unido, identificaram efeitos do medicamento CADD522 sobre alterações associadas à menopausa. O remédio foi testado em ratos modificados para reproduzir mudanças hormonais desse período e apresentou resultados relacionados aos ossos, ao peso e à gordura corporal.

O estudo foi publicado nesta segunda (7/9), na revista npj Drug Discovery, do grupo Nature. O CADD522 foi desenvolvido para bloquear uma proteína envolvida no crescimento e na metástase de vários tipos de câncer.

Durante oito semanas, os animais receberam o medicamento em comprimidos. A análise indicou estímulo ao crescimento dos ossos. De acordo com os pesquisadores, essa ação é diferente da observada em outros tratamentos disponíveis, que apenas interrompem o desgaste da estrutura óssea.

As ratinhas também emagreceram, embora tivessem consumido a mesma quantidade de comida que o grupo controle. Os testes apontaram diminuição da gordura corporal e dos depósitos de gordura na medula óssea, processo relacionado à osteoporose durante a menopausa.

Os cientistas ainda analisaram o tecido cerebral. Nesse exame, o medicamento reverteu algumas mudanças provocadas pela menopausa nos ácidos graxos. A pesquisa não avaliou diretamente memória nem capacidade de raciocínio.

“Não avaliamos diretamente a memória ou a capacidade de raciocínio”, explicou o pesquisador Darrell Green, em comunicado à imprensa. Segundo ele, o trabalho levanta a possibilidade de investigar se o remédio poderá ajudar, no futuro, em problemas de saúde mais amplos ligados à menopausa.

A pesquisa está em estágio inicial. Os cientistas defendem a realização de estudos mais robustos, incluindo humanos. Green também afirmou que os tratamentos atuais podem envolver efeitos colaterais, preocupações com segurança ou esquemas de dosagem que dificultam o uso prolongado.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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