O número de diagnósticos de câncer entre socorristas e sobreviventes expostos às substâncias liberadas nos ataques de 11 de Setembro aumentou 912% na última década. Os dados são do Programa de Saúde do World Trade Center, responsável pelo acompanhamento médico das pessoas atingidas pela poeira tóxica e pelos incêndios após o colapso das Torres Gêmeas, em Nova York.
Até junho deste ano, 57.044 participantes cadastrados no programa haviam recebido diagnóstico de algum tipo de tumor. A instituição relaciona o crescimento dos registros ao tempo necessário para o desenvolvimento do câncer e também ao aumento da quantidade de pessoas incluídas no acompanhamento.
Criado pelo Congresso dos Estados Unidos em 2010, o programa oferece atendimento médico gratuito a pessoas afetadas pelos ataques. No primeiro ano, havia cerca de 60 mil inscritos. Atualmente, o acompanhamento reúne 154 mil socorristas e cidadãos.
A exposição às toxinas no chamado Marco Zero atingiu agentes de segurança, trabalhadores do resgate, estudantes e moradores do sul de Manhattan. Ao longo dos anos, problemas de saúde relacionados ao desastre levaram à morte de mais de 600 integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York e de mais de 450 policiais do departamento local.
Estudos do programa apontam incidência acima da média da população dos Estados Unidos para câncer de tireoide, câncer de próstata e alguns tipos de tumores no sangue entre profissionais expostos ao desastre.
Além dos tumores, os pacientes acompanhados apresentam enfermidades respiratórias crônicas, como asma e sinusite. Uma parcela expressiva também recebe acompanhamento para transtorno de estresse pós-traumático e depressão.







