São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Saúde

Saúde óssea exige cuidados desde a gestação, diz especialista

A formação dos ossos começa antes do nascimento e requer medidas diferentes na infância, na vida adulta, na menopausa e na velhice.

Saúde óssea exige cuidados desde a gestação, diz especialista

A saúde dos ossos é construída ao longo de toda a vida, com início ainda na gestação. O estado nutricional da mãe influencia o desenvolvimento do esqueleto, enquanto a infância e a adolescência concentram uma etapa decisiva para formar a reserva óssea usada na fase adulta.

A estimativa é que cerca de 90% da massa óssea seja adquirida entre os 18 e os 20 anos. Por isso, a prevenção de problemas como a osteoporose também envolve os cuidados oferecidos a crianças e adolescentes. Alimentação adequada, atividade física e atenção aos nutrientes necessários para a formação dos ossos fazem parte dessa fase.

O que muda depois do crescimento

Na vida adulta, a prioridade passa a ser conservar a massa óssea formada. O sedentarismo e o tabagismo podem prejudicar esse processo. Atividade física regular, alimentação equilibrada e consumo adequado de cálcio e vitamina D, conforme a necessidade de cada pessoa, são apontados como medidas importantes.

Não há uma orientação única para todos. Idade, histórico familiar, doenças anteriores e uso de alguns medicamentos também interferem no risco de doenças ósseas. Por isso, o acompanhamento médico deve considerar as características de cada paciente.

Para as mulheres, a menopausa merece atenção. A queda do estrogênio pode acelerar a redução da massa óssea e elevar a probabilidade de osteoporose e fraturas. A fase pode ser usada para avaliar os ossos e definir medidas de prevenção.

Ossos, quedas e autonomia

Na velhice, uma fratura pode reduzir a mobilidade e dificultar tarefas do dia a dia. A avaliação não deve considerar apenas a densidade mineral dos ossos: a perda muscular, mudanças no equilíbrio e maior chance de quedas também pesam no risco de lesões.

Preservar força, equilíbrio e mobilidade ajuda a proteger a independência. A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) informa que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos terão uma fratura osteoporótica durante a vida.

A densitometria óssea continua sendo uma ferramenta importante. Avaliações da composição corporal e biomarcadores podem ampliar a análise, enquanto novas terapias permitem tratamentos mais ajustados a cada caso.

Para a reumatologista Vera Szejnfeld, o cuidado precisa acompanhar as etapas da vida: formar uma boa massa óssea na infância, conservar essa reserva na fase adulta, observar os riscos na menopausa e proteger, na velhice, também a força, o equilíbrio, a mobilidade e a autonomia. O objetivo é reduzir a possibilidade de osteoporose e favorecer um envelhecimento com independência e qualidade de vida.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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