A saúde dos ossos é construída ao longo de toda a vida, com início ainda na gestação. O estado nutricional da mãe influencia o desenvolvimento do esqueleto, enquanto a infância e a adolescência concentram uma etapa decisiva para formar a reserva óssea usada na fase adulta.
A estimativa é que cerca de 90% da massa óssea seja adquirida entre os 18 e os 20 anos. Por isso, a prevenção de problemas como a osteoporose também envolve os cuidados oferecidos a crianças e adolescentes. Alimentação adequada, atividade física e atenção aos nutrientes necessários para a formação dos ossos fazem parte dessa fase.
O que muda depois do crescimento
Na vida adulta, a prioridade passa a ser conservar a massa óssea formada. O sedentarismo e o tabagismo podem prejudicar esse processo. Atividade física regular, alimentação equilibrada e consumo adequado de cálcio e vitamina D, conforme a necessidade de cada pessoa, são apontados como medidas importantes.
Não há uma orientação única para todos. Idade, histórico familiar, doenças anteriores e uso de alguns medicamentos também interferem no risco de doenças ósseas. Por isso, o acompanhamento médico deve considerar as características de cada paciente.
Para as mulheres, a menopausa merece atenção. A queda do estrogênio pode acelerar a redução da massa óssea e elevar a probabilidade de osteoporose e fraturas. A fase pode ser usada para avaliar os ossos e definir medidas de prevenção.
Ossos, quedas e autonomia
Na velhice, uma fratura pode reduzir a mobilidade e dificultar tarefas do dia a dia. A avaliação não deve considerar apenas a densidade mineral dos ossos: a perda muscular, mudanças no equilíbrio e maior chance de quedas também pesam no risco de lesões.
Preservar força, equilíbrio e mobilidade ajuda a proteger a independência. A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) informa que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos terão uma fratura osteoporótica durante a vida.
A densitometria óssea continua sendo uma ferramenta importante. Avaliações da composição corporal e biomarcadores podem ampliar a análise, enquanto novas terapias permitem tratamentos mais ajustados a cada caso.
Para a reumatologista Vera Szejnfeld, o cuidado precisa acompanhar as etapas da vida: formar uma boa massa óssea na infância, conservar essa reserva na fase adulta, observar os riscos na menopausa e proteger, na velhice, também a força, o equilíbrio, a mobilidade e a autonomia. O objetivo é reduzir a possibilidade de osteoporose e favorecer um envelhecimento com independência e qualidade de vida.







