São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Saúde

PrEP avança, mas adesão ainda desafia prevenção do HIV no Brasil

Mais de 234 mil pessoas tiveram acesso à PrEP, enquanto quase 84 mil abandonaram o tratamento nos 12 meses anteriores.

PrEP avança, mas adesão ainda desafia prevenção do HIV no Brasil

O Brasil ampliou o acesso à testagem, ao tratamento e à profilaxia pré-exposição ao HIV, conhecida como PrEP. Mesmo assim, os dados mostram que a existência de políticas e tecnologias eficazes não garante que elas sejam incorporadas à rotina de quem pode se beneficiar delas.

Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 234 mil pessoas tiveram pelo menos uma dispensação de PrEP nos 12 meses anteriores. Ao mesmo tempo, quase 84 mil abandonaram o tratamento. A diferença aponta para um desafio de continuidade: não basta oferecer a prevenção; é preciso que ela seja conhecida, acessível e possível de manter no dia a dia.

O que interfere na prevenção

A adesão não envolve apenas tomar um comprimido corretamente. Ela também passa por reconhecer uma possível exposição, buscar informação, fazer o teste, conversar com um profissional e escolher uma estratégia adequada à própria rotina.

Decisões sobre saúde sexual podem envolver relacionamentos, percepção de risco, medo de julgamento e estigmas. Por isso, uma estratégia preventiva pode não funcionar na prática quando é difícil de incorporar ao cotidiano.

Outro obstáculo é a ideia de que o HIV acontece apenas com outras pessoas. Embora determinadas populações sejam desproporcionalmente afetadas e precisem de políticas específicas, associar a prevenção exclusivamente a esses grupos pode fazer com que quem não se identifica com eles conclua que não precisa se proteger.

Mais caminhos para o cuidado

O SUS continua como uma das bases da resposta brasileira, mas a ampliação do acesso também depende da redução de barreiras e da criação de diferentes portas de entrada. A PrEP oral disponível no mercado privado e em farmácias acrescenta uma possibilidade para quem busca prevenção, sem substituir a política pública.

O país também acumula resultados como a redução da mortalidade por Aids e a eliminação da transmissão vertical do HIV. O desafio agora é aproximar as ferramentas de prevenção da vida real, com informação, avaliação profissional e acolhimento.

A atenção à saúde sexual pode fazer parte do cuidado em saúde básica, com espaço para dúvidas, desejos e dificuldades sem julgamentos. Essa abordagem considera a sexualidade, o prazer e a qualidade de vida ao longo de todas as fases da vida.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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