São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Saúde

Como identificar sinais de sofrimento e buscar ajuda na prevenção do suicídio

Atenção a mudanças de comportamento, escuta sem julgamentos e acesso ao cuidado especializado fazem parte da prevenção.

Como identificar sinais de sofrimento e buscar ajuda na prevenção do suicídio

A prevenção do suicídio envolve reconhecer sinais de sofrimento, abrir espaço para a conversa e facilitar o acesso ao cuidado adequado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano no mundo. No Brasil, mais de 65 mil pessoas morreram por suicídio nos últimos quatro anos.

O suicídio é resultado da interação de fatores biológicos, ambientais, psicológicos e sociais. Por isso, não deve ser visto como um acontecimento isolado, mas como o resultado de um processo que já vinha se desenvolvendo na vida da pessoa.

Mudanças que pedem atenção

Pensamentos relacionados ao suicídio podem aparecer em qualquer fase da vida, da infância ao envelhecimento. Os contextos, a intensidade do sofrimento e a forma como os sinais se manifestam podem variar.

Entre os fatores que merecem atenção estão alterações importantes de comportamento, histórico familiar, tentativas anteriores de suicídio, episódios de autolesão, ambiente familiar difícil, conflituoso ou pouco acolhedor, situações de violência, relacionamentos disfuncionais, impulsividade e uso de substâncias psicoativas.

Também é importante observar quando alguém fala repetidamente sobre suicídio, apresenta planos detalhados, se despede de pessoas, demonstra mudanças importantes de humor ou acumula medicamentos. A presença ou a combinação desses sinais deve levar a uma aproximação cuidadosa, com espaço para conversa e disposição para ouvir.

Como oferecer apoio

Ao conversar, procure não julgar. Ouça mais do que fale e trate com respeito o que a pessoa está sentindo e dizendo. Evite respostas simplistas e conselhos baseados apenas na própria experiência, porque uma solução que funciona para você pode não funcionar para outra pessoa.

Estar disponível para permanecer por perto também faz parte do apoio. Quando necessário, ajude na busca por profissionais de saúde, especialmente da área de saúde mental. Esses profissionais são capacitados para avaliar o risco e indicar o acompanhamento e o tratamento adequados, considerando os recursos disponíveis na comunidade.

Falar sobre o sofrimento pode ajudar a pessoa a refletir sobre os pensamentos, encontrar auxílio para aliviar a dor e procurar ajuda especializada. A conversa pode ser o primeiro passo para buscar outros caminhos diante do que ela está vivendo.

Onde procurar ajuda

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento pelo telefone 188 e pelos canais disponibilizados no site da instituição.

O Projeto Pode Falar é voltado a adolescentes e jovens e também pode ser acessado pelo Meu SUS Digital.

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS) reúne serviços como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), entre outros.

Cuidar da vida inclui buscar qualidade de vida, construir relacionamentos saudáveis e cuidar da saúde física e mental. Reconhecer o sofrimento, incentivar a conversa e ajudar no acesso ao atendimento são ações de prevenção.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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