Aos 2 anos, Ardi Rizal chegava a fumar cerca de 40 cigarros por dia. O primeiro cigarro, segundo um relato sobre o caso, foi oferecido pelo próprio pai. A história ganhou repercussão internacional em 2010, quando um vídeo mostrou o menino, então com cerca de um ano e meio, andando de fraldas enquanto fumava.
Ardi vivia na aldeia de Teluk Kemang, no sul de Sumatra, na Indonésia. A mãe, Diana, trabalhava vendendo peixes. Ainda pequeno, ele passou a recolher cigarros em uma praça depois de observar outras pessoas fumando. Naquele momento, não entendia o significado do hábito.
Tentativas para interromper o vício
A dependência levou o Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção Infantil da Indonésia a intervir. A família tentou retirar os cigarros, mas Ardi reagia com acessos de raiva e chegava a bater a cabeça.
Os pais buscaram ajuda profissional, e, três anos depois do início da repercussão do caso, o menino começou um processo de reabilitação com o psicólogo infantil Seto Mulyadi. A interrupção do consumo provocou ansiedade intensa, que passou a ser compensada pela alimentação.
Aos dois anos, Ardi já tinha problemas relacionados ao peso. Aos cinco anos, pesava 24 quilos, cerca de seis quilos acima do peso médio indicado para uma criança de sua altura e idade. Em uma única refeição, podia comer três coxas de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e uma lata de leite condensado.
O comportamento continuou até a entrada na escola. Depois, ele reduziu as porções porque sofria provocações dos colegas pela quantidade de comida levada na lancheira.
Vida depois da recuperação
Mais de 15 anos depois de o caso viralizar, Ardi é considerado uma das pessoas mais jovens a superar o vício em cigarros. Em 2022, aos 14 anos, frequentava a escola primária e seguia uma dieta baseada em peixes e verduras para buscar um peso considerado adequado.
Em 2019, Ardi veio ao Brasil e apareceu em um programa de televisão. Depois, passou a dar entrevistas sobre a própria experiência, alertando para a dificuldade de abandonar vícios e defendendo hábitos de vida saudáveis.
A Organização Mundial da Saúde afirma que o tabagismo provoca mais de oito milhões de mortes por ano. Desse total, cerca de 1,2 milhão são pessoas expostas à fumaça de terceiros.








