São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Carros

Jetour T2 4x4 chega por R$ 349.990 com foco em luxo e desempenho

SUV híbrido plug-in combina três motores elétricos, tração 4x4 e autonomia elétrica projetada de 198 km.

O Jetour T2 XWD 4x4 custa R$ 349.990 e tenta disputar espaço com SUVs de marcas premium, como Audi, BMW e Land Rover. O modelo tem sistema híbrido plug-in, acabamento sofisticado, ampla lista de equipamentos e proposta voltada também para o uso fora de estrada.

A versão com tração 4x4 chegou em julho. Em agosto, mais de mil unidades foram emplacadas, o dobro do BMW X1 no mesmo período e acima do volume do Audi Q3 em 2026.

Conjunto híbrido e desempenho

O sistema combina um motor 1.5 turbo a gasolina, com 135 cv e 20,4 kgfm, a três motores elétricos de 102 cv, 122 cv e 238 cv. A Jetour informa a soma dos propulsores, de 597 cv, mas não divulga a potência combinada efetivamente enviada às rodas. No documento do veículo, constam 290 cv.

A bateria tem 43,2 kWh e pode ser recarregada em eletropostos de corrente alternada de até 7 kW ou em carregadores rápidos de corrente contínua de até 40 kW. O veículo também pode usar o motor a combustão como gerador e recuperar energia durante frenagens e desacelerações.

Nos testes de consumo urbano, o T2 registrou 4,6 km/kWh e 20 km/l de gasolina. A autonomia projetada no modo elétrico é de 198 km. Na estrada, o consumo foi de 11,5 km/l. Com o tanque de 70 litros, a autonomia chega a 805 km. Somada à energia da bateria, fica próxima de 1.100 km, abaixo dos 1.300 km divulgados pela Jetour.

Na pista do Rota 127 Campo de Provas, o SUV, com mais de 2.600 kg, acelerou de zero a 100 km/h em 6,1 segundos. O resultado foi 0,7 s melhor que o do GWM Tank 300. Nas retomadas, o T2 andou lado a lado com o Audi Q3 e perdeu por 0,2 s na aceleração de zero a 100 km/h.

O peso elevado aparece na frenagem. A partir de 100 km/h, foram necessários 44,9 metros para parar, quase 10 m a mais que o Q3. No uso urbano, porém, a força imediata dos motores elétricos deixa o modelo ágil nas saídas e retomadas.

Conforto, espaço e equipamentos

O T2 tem 4,79 m de comprimento, 1,87 m de altura, 2,80 m de entre-eixos e 2 m de largura. A medida torna algumas faixas mais apertadas, mas a suspensão macia ajuda no conforto ao passar por valetas, buracos e lombadas.

A tração 4x4 é acompanhada por vão livre do solo de 20,5 centímetros, capacidade de imersão de 70 cm e modos de condução para Neve, Lama, Areia, Pedra e Modo X, além dos modos Normal, Eco e Sport. Os pneus de uso misto são opcionais. A suspensão traseira multilink foi redesenhada para acomodar o terceiro motor elétrico.

Na cabine, há materiais macios, emborrachados ou aveludados no painel, nas portas e nos bancos. A lista de equipamentos inclui ar-condicionado de duas zonas, carregador de celular por indução de 50 W com ventilação, pacote Adas, câmera de 540 graus, painel digital de 10,3 polegadas, central multimídia de 15,6 polegadas, teto solar panorâmico e iluminação interna com várias cores.

A direção elétrica é leve nas manobras, mas falta firmeza em velocidades mais altas, mesmo no modo Sport. O modelo também apresenta alguma rolagem da carroceria nas curvas. Entre os pontos positivos estão o acerto da suspensão, o desempenho, o acabamento interno e os equipamentos. Como pontos negativos, ficam a falta de divulgação da potência combinada e a direção muito leve em alta velocidade.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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