São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Vorcaro diz que doações a Bolsonaro e Tarcísio foram propina por Credcesta

Banqueiro afirma que repasses eleitorais integraram acordo para manter cartão consignado no governo de São Paulo.

Doações de R$ 5 milhões para campanhas de Tarcísio e Bolsonaro foram propina negociada com Kassab, diz Vorcaro

Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que os R$ 5 milhões doados em 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas foram pagamentos ligados a um acordo para manter o Credcesta no governo de São Paulo. Vorcaro está preso por fraude bancária.

Os repasses foram feitos por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro. De acordo com o relato, a operação fazia parte de uma negociação com Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Tarcísio. O objetivo seria manter no governo paulista o cartão de crédito consignado administrado pela PKL One Participações, empresa associada ao Banco Master.

Como os valores foram distribuídos

Do total informado, R$ 3 milhões teriam sido destinados à campanha de reeleição de Bolsonaro, enquanto R$ 2 milhões foram para a candidatura de Tarcísio ao governo paulista.

Na proposta, Vorcaro chamou os pagamentos de “contrapartidas financeiras” relacionadas a um “ajuste indevido com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”. O suposto acordo também previa o pagamento de 5% do resultado líquido da operação em São Paulo e recursos para campanhas de partidos ligados ao grupo político de Kassab.

O banqueiro relatou ainda a previsão de pagamentos informais de cerca de R$ 10 milhões em espécie. Segundo ele, o dinheiro teria sido entregue por Thiago Botelho, conhecido como Papel, para campanhas do PSD. Vorcaro disse que as contrapartidas foram cumpridas e que o Credcesta continuou ligado ao governo paulista por mais de um ano.

As três versões apresentadas para a delação foram recusadas por falta de informação inédita. Em uma delas, o relato afirma que os partidos parceiros só aceitariam doações oficiais, embora o pagamento tivesse sido inicialmente previsto em dinheiro.

O Credcesta começou a funcionar em São Paulo em 2022 e era um dos principais negócios do grupo de Vorcaro.

Tarcísio afirmou que nunca teve contato ou relação com Vorcaro e disse desconhecer os fatos relatados. Kassab classificou o relato como “absolutamente fantasioso” e declarou: “Não participei ou recebi nenhuma doação. Nunca recebi valores em espécie.”

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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