São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Deputado pede ao STF investigação sobre Banco Master e campanhas de Tarcísio e Bolsonaro

Alencar Santana quer apurar doações eleitorais, pagamentos não declarados e possível relação com o Credcesta em São Paulo.

O deputado Alencar Santana (PT-SP)•Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A notícia de fato foi protocolada na sexta-feira (4).\n\nA petição foi enviada ao ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no STF. Santana solicita que as informações sejam incluídas na investigação que já está em andamento.\n\nO pedido menciona declarações atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Conforme os relatos citados na representação, doações oficiais feitas às campanhas de Tarcísio ao Governo de São Paulo em 2022 e de Bolsonaro à Presidência da República poderiam ter sido usadas para esconder pagamentos de propina.\n\nOs valores teriam sido doados formalmente pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. A petição aponta R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro.\n\nA possível contrapartida estaria ligada à permanência do Credcesta, produto de crédito consignado associado ao grupo Banco Master, na folha de pagamento dos servidores públicos do Estado de São Paulo. O documento também menciona suspeitas de repasses equivalentes a 5% do resultado líquido da operação do produto no estado e de aproximadamente R$ 10 milhões em pagamentos não declarados, feitos em dinheiro e posteriormente destinados a campanhas eleitorais.\n\nEntre as medidas solicitadas por Santana estão o acesso às propostas de colaboração de Daniel Vorcaro, a apuração da origem das doações, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabiano Zettel, o envio de relatórios do Coaf e a obtenção de documentos do Governo de São Paulo sobre o Credcesta.\n\nO deputado afirma que os fatos podem indicar, em tese, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro e os demais citados negam irregularidades.\n\nA apresentação da notícia de fato não abre automaticamente uma investigação. O STF e a Procuradoria-Geral da República ainda deverão analisar o pedido e decidir se instauram procedimentos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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