São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Valores a receber chegam a R$ 5,65 bilhões em julho, diz Banco Central

Sistema do Banco Central reúne recursos de pessoas e empresas; consulta é gratuita e pode ser feita pelo CPF ou CNPJ.

Valores a receber chegam a R$ 5,65 bilhões em julho, diz Banco Central
Foto: Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões Divulgação

O dinheiro disponível no Sistema de Valores a Receber (SVR) chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). Em junho, o estoque era de R$ 5,12 bilhões.

Do total, R$ 4,25 bilhões estão disponíveis para 23,57 milhões de pessoas físicas. Empresas podem resgatar outros R$ 1,40 bilhão, distribuídos entre aproximadamente 2,19 milhões de CNPJs.

O SVR permite localizar valores deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema financeiro. A consulta não tem custo.

Quanto cada pessoa pode ter a receber

A maior parte dos beneficiários tem valores baixos. Conforme o Banco Central, 69,45% possuem entre R$ 0,01 e R$ 10. Outros 18,97% têm de R$ 10,01 a R$ 100, enquanto 9,35% podem resgatar entre R$ 100,01 e R$ 1 mil. Apenas 2,22% têm mais de R$ 1 mil.

Os recursos podem vir de contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.

Os bancos concentram R$ 2,38 bilhões do valor disponível. As administradoras de consórcio aparecem com R$ 1,96 bilhão, seguidas pelas cooperativas, com R$ 762,7 milhões. Instituições de pagamento reúnem R$ 353,4 milhões; financeiras, R$ 114,6 milhões; corretoras e distribuidoras, R$ 69,4 milhões; e outras instituições, R$ 4,5 milhões.

Desde a criação do sistema, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões. Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões foram destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões, a empresas. Somando os valores devolvidos ao saldo ainda disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber. Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.

Como consultar e pedir o dinheiro

Na consulta inicial, a pessoa informa CPF e data de nascimento. Empresas usam o CNPJ e os dados solicitados pelo sistema. Se houver valor disponível, é preciso entrar com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, ler e aceitar o termo de responsabilidade, conferir a instituição responsável e solicitar o pagamento.

Quando aparecer a opção “Solicitar por aqui”, o pagamento pode ser feito por Pix. Quem não tem Pix ou não pode usar essa modalidade deve seguir a alternativa de contato direto com a instituição financeira.

Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução. A adesão é facultativa e exige conta Gov.br de nível prata ou ouro, verificação em duas etapas ativada e uma chave Pix vinculada ao CPF. Com a função ligada, os valores elegíveis são depositados automaticamente, sem uma nova solicitação para cada recurso identificado.

Recursos e cuidado contra golpes

Parte dos valores disponíveis foi destinada pelo governo federal a programas de renegociação de dívidas. Os direitos repassados à União foram enviados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), usado para viabilizar garantias em programas como o Desenrola. Essa movimentação reduziu o estoque nos meses anteriores, mas o valor voltou a subir em julho.

O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e deve ser acessado somente pelos canais oficiais. O BC não envia links nem pede dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber. Também não é necessário pagar para liberar o dinheiro.

A recomendação é não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail, nem fornecer senhas ou códigos de autenticação. Também é preciso conferir a instituição responsável diretamente no SVR e desconfiar de qualquer cobrança.

O sistema permite consultar valores de pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que devem cumprir as exigências previstas no próprio sistema.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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