São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

CVM julga investigação sobre suposta fraude no fundo Brazil Realty

Processo envolve possível sobreavaliação de imóveis e negociações entre empresas ligadas aos investigados; defesas negam irregularidades.

CVM julga investigação sobre suposta fraude no fundo Brazil Realty

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) julga nesta terça-feira (8) uma investigação sobre suposta fraude relacionada ao fundo de investimento imobiliário Brazil Realty. O caso envolve o empresário Daniel Vorcaro, familiares e outros empresários.

A acusação afirma que imóveis usados para integralizar cotas do fundo teriam sido avaliados acima do valor real. Depois, as cotas teriam sido negociadas entre empresas relacionadas aos envolvidos, em operações que poderiam ter criado uma aparência de liquidez para os papéis.

Imóveis citados no processo

Um dos casos analisados envolve um imóvel em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ativo aparecia nas demonstrações financeiras com valor de R$ 7,1 milhões e passou a ser avaliado em R$ 70,8 milhões. A diferença foi de R$ 63,7 milhões.

O laudo usado para justificar a nova avaliação foi atribuído à Pedrosa Consultores. A empresa negou ter produzido o documento e o classificou como fraude, conforme as informações apresentadas no processo.

Outro imóvel citado fica em Contagem, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A avaliação questionada teria gerado uma sobreavaliação de aproximadamente R$ 56 milhões.

A CVM também examina a negociação das cotas depois da entrada dos imóveis no fundo. A acusação sustenta que empresas ligadas aos investigados compraram e venderam os papéis antes que eles chegassem a investidores independentes. Para a autarquia, essas operações podem ter produzido liquidez artificial e caracterizado uma possível fraude no mercado de capitais.

O que dizem as defesas

As defesas negam as acusações e afirmam que as operações foram regulares. No caso de Daniel Vorcaro, os advogados dizem que ele não participou da elaboração nem da aprovação dos documentos de avaliação questionados.

O relatório do diretor João Accioly registra que a defesa afirma que Vorcaro não elaborou, solicitou ou aprovou os laudos analisados pela CVM.

Se houver condenação, a autarquia poderá aplicar multas e proibição temporária de atuação no mercado de capitais. O julgamento vai avaliar tanto a acusação de sobreavaliação dos imóveis quanto a possível criação artificial de liquidez e os argumentos dos envolvidos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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