São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Dólar cai a R$5,1013 após pesquisa colocar Flávio à frente de Lula

Moeda recuou 0,20% no Brasil, apesar da alta do dólar no exterior; pesquisa mostrou empate técnico entre os candidatos.

Dólar cai a R$5,1013 após pesquisa colocar Flávio à frente de Lula

O dólar à vista fechou a quinta-feira em queda de 0,20%, a R$5,1013, depois que uma pesquisa eleitoral mostrou o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. O resultado foi de empate técnico.

No acumulado do ano, a moeda norte-americana passou a registrar baixa de 7,06%. Às 17h05, o dólar futuro para outubro recuava 0,04% na B3, a R$5,1260.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada às 14h30, apontou Flávio com 46,4% das intenções de voto, contra 46,2% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

Movimento do câmbio

O dólar chegou a subir no início do pregão, acompanhando o fortalecimento da moeda dos Estados Unidos em relação a outras divisas. A cotação atingiu R$5,1472, alta de 0,70%, às 10h59. Depois, alcançou R$5,0824, queda de 0,57%, às 11h58, antes da divulgação da pesquisa.

A moeda perdeu força no fim da manhã em meio a especulações sobre o avanço de Flávio na disputa presidencial. O mercado recebeu de forma positiva o fato de o senador aparecer numericamente à frente, mesmo com o empate técnico.

No Polymarket, mercado de predição sediado nos Estados Unidos, Flávio concentrava 53% das apostas de vitória no fim da tarde, contra 44% de Lula.

No exterior, o dólar subiu diante da maior parte das demais moedas. O movimento ocorreu em um dia de alta dos rendimentos dos Treasuries e de avanço do petróleo Brent para acima de US$107 o barril. Às 17h08, o índice do dólar avançava 0,31%, a 99,084.

Atuação do Banco Central

No começo do dia, o Banco Central realizou dois leilões simultâneos: vendeu US$1 bilhão no mercado à vista e ofereceu 20.000 contratos de swap cambial reverso, no valor de US$1 bilhão. A operação tem efeito equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Conhecidas como “casadão”, as operações dão liquidez ao mercado. Em tese, o impacto conjunto sobre a cotação é nulo, porque o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

Mais tarde, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolar o vencimento de 1º de outubro.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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