O dólar à vista fechou a sexta-feira em alta de 0,47%, a R$5,1252, em um dia de maior cautela no mercado financeiro. A movimentação ocorreu depois de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinar que o ministro André Mendonça retire o sigilo dos documentos das investigações do caso Master em 24 horas.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República. Ficaram de fora apenas informações relacionadas a diligências ainda em andamento que possam prejudicar as investigações se forem divulgadas.
A possibilidade de novos dados envolvendo o filme Dark Horse e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentou a procura por dólar como proteção antes do fim de semana. Também havia expectativa pela nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial, prevista para ser divulgada na noite de sexta-feira.
“Tem pesquisa para sair, tem o fim de semana, e ninguém sabe o que vem por aí. Então os agentes do mercado se protegem um pouco”, afirmou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora.
Como ficaram as cotações
Na semana, o dólar acumulou baixa de 0,09%. No ano, a queda chegou a 6,63%. A moeda atingiu a mínima intradiária de R$5,0718, com recuo de 0,58%, às 10h02, e alcançou a máxima de R$5,1342, alta de 0,64%, às 15h36.
Às 17h04, o dólar futuro para outubro, o contrato mais negociado no mercado brasileiro, subia 0,36% na B3, aos R$5,1460.
A avaliação no mercado era de que a retirada do sigilo poderia afetar a popularidade de Flávio Bolsonaro, apontado como principal oponente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto. Um áudio no qual Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, para supostamente financiar o filme já havia afetado sua candidatura.
No exterior, foram divulgados dados de inflação nos EUA, enquanto o petróleo Brent recuou, embora permanecesse próximo de US$105. Às 17h10, o índice do dólar subia 0,03%, a 99,114.







