O volume de serviços no Brasil não mudou em julho de 2026 na comparação com junho, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo sem avanço no mês, o setor continuou em um nível 20% superior ao de fevereiro de 2020, período usado como referência antes da pandemia de Covid-19. O resultado também ficou 0,2% abaixo do recorde da série histórica, registrado em outubro de 2025.
Na comparação com julho de 2025, a atividade cresceu 0,9%. Foi o 28º mês seguido de alta nesse tipo de comparação. Entre janeiro e julho de 2026, o aumento chegou a 1,9%. Considerando os 12 meses encerrados em julho, a expansão foi de 2,4%, abaixo dos 2,6% acumulados até junho.
Resultado das atividades
Quatro dos cinco grupos pesquisados tiveram crescimento na passagem de junho para julho. Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,6%, depois de terem recuado 1,3% em junho. O segmento de outros serviços subiu 0,7%, enquanto os serviços prestados às famílias aumentaram 0,5%. O transporte teve alta de 0,4%.
A única queda mensal ocorreu em informação e comunicação, com recuo de 2,5%. O resultado devolveu parte do avanço de 3,3% acumulado entre abril e junho.
Na média móvel trimestral, o índice geral também ficou estável. Serviços profissionais, administrativos e complementares foram o único grupo com alta, de 0,5%. Outros serviços caíram 0,9%; transportes, 0,2%; serviços prestados às famílias, 0,2%; e informação e comunicação, 0,1%.
Na comparação anual, o crescimento de 0,9% refletiu expansão em 50,0% dos 166 tipos de serviços analisados e em três das cinco atividades. Informação e comunicação liderou as contribuições, com alta de 4,6%, apoiada por receitas maiores em telecomunicações, desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, tratamento de dados, hospedagem na internet, licenciamento de softwares, TV aberta e portais de conteúdo.
No acumulado do ano, informação e comunicação cresceu 6,5%. Na sequência aparecem serviços profissionais, administrativos e complementares, com 2,4%, e serviços prestados às famílias, com 2,2%. Transportes, serviços auxiliares e correios recuaram 1,4%, enquanto outros serviços caíram 0,1%.
Diferenças entre os estados
Em julho, 14 das 27 unidades da federação registraram queda em relação a junho. As maiores retrações foram observadas em Mato Grosso, com 3,3%, Goiás, com 1,9%, Santa Catarina, com 0,9%, São Paulo, com 0,8%, e Rio de Janeiro, com 0,7%. Entre os avanços, destacaram-se Bahia, com 3,2%, Rio Grande do Sul, com 3,0%, Paraná, com 1,9%, e Minas Gerais, com 1,0%.
Na comparação com julho de 2025, 15 locais tiveram alta. Bahia avançou 9,7%, o Distrito Federal, 5,9%, o Rio de Janeiro, 2,9%, e São Paulo, 0,8%. Mato Grosso do Sul registrou a maior queda, de 9,6%, seguido por Mato Grosso, com 6,8%, Goiás, com 3,5%, e Paraná, com 1,4%.
Turismo e transportes
As atividades turísticas cresceram 2,7% em julho ante junho, recuperando parte da queda de 4,0% registrada entre maio e junho. O segmento ficou 9,4% acima do nível anterior à pandemia e 3,8% abaixo do pico alcançado em dezembro de 2024. Entre 17 localidades pesquisadas, 11 avançaram. São Paulo subiu 3,5% e a Bahia, 8,6%.
Apesar da alta mensal, o turismo caiu 2,6% ante julho de 2025, na quinta queda consecutiva, e acumulou baixa de 1,0% no ano.
O transporte de passageiros avançou 2,9% na comparação mensal, depois de perdas de 4,6% nos dois meses anteriores. O segmento ficou 1,5% acima do nível pré-pandemia, mas recuou 7,4% em relação a julho de 2025 e acumulou queda de 3,5% em 2026. Já o transporte de cargas cresceu 1,0% no mês, operou 37,8% acima do patamar de fevereiro de 2020 e acumulou alta de 0,2% entre janeiro e julho de 2026.






