SÃO PAULO — O jornalista Claudio Carsughi morreu na manhã desta quinta-feira (10), em São Paulo (SP), aos 93 anos. Ele estava internado com uma infecção respiratória. A confirmação foi feita por sua filha, Claudia Carsughi, no Instagram e no portal oficial do jornalista.
Carsughi foi o primeiro jornalista a cobrir em detalhes o Mundial de Fórmula 1 no Brasil e também se destacou pela cobertura de futebol, automobilismo e da indústria automotiva. Ao longo da carreira, ficou conhecido pelo uso de estatísticas em transmissões esportivas e pelo conhecimento sobre o automobilismo das décadas de 1950 a 1970.
Trajetória no jornalismo
Nascido em Arezzo, na Itália, em 1932, Claudio Carsughi cresceu em Florença e chegou ao Brasil aos 13 anos, em 1946. A família se estabeleceu em São Paulo. Depois de concluir o Ensino Médio, ele estudou Engenharia Civil na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Em 1950, começou a trabalhar como correspondente no Brasil do jornal italiano “Corriere dello Sport”, com reportagens sobre a Copa do Mundo realizada no país. No início dos anos 1950, passou pela Rádio Cultura de Poços de Caldas, em Minas Gerais. Em 1957, foi contratado pela Rádio Pan-Americana, que mais tarde se tornou a Jovem Pan.
Na emissora, com períodos de saída e retorno, permaneceu até 2015. Também trabalhou na Rádio Bandeirantes, Rádio Record, Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde e nas revistas Placar e Quatro Rodas. Nesta última, foi o primeiro jornalista no Brasil a testar o Volkswagen Gol, em 1980.
Carsughi também testou a Romi-Isetta, em 1956, um dos primeiros carros produzidos no Brasil. Depois de deixar a Quatro Rodas, em 1990, trabalhou na revista O Mecânico.
Ele ainda foi correspondente de publicações italianas, como “Calcio e Ciclismo Illustrato”, “Tuttosport” e “La Stampa”, cobrindo Copas do Mundo, GPs de Fórmula 1, Salões do Automóvel e testes automotivos. Nos anos 2000, fundou o Portal Carsughi, hoje dirigido por Claudia Carsughi, autora da biografia “Meus 50 Anos de Brasil”.







