São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Petróleo Brent passa de US$ 105 após avanço dos houthis no Iêmen

Brent sobe 4,57% depois de os houthis anunciarem controle de Mocha e avanço sobre o estreito de Bab el-Mandeb.

Petróleo Brent passa de US$ 105 após avanço dos houthis no Iêmen

O petróleo subiu mais de 4% nesta quinta-feira (10) e ultrapassou US$ 105 pela primeira vez desde maio. A alta ganhou força depois que os houthis, grupo armado do Iêmen aliado do Irã, anunciaram o controle de Mocha, área portuária estratégica usada como rota alternativa para o transporte de petróleo da Arábia Saudita.

Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o barril do Brent era negociado a US$ 105,84 (R$ 542,38), alta de 4,57% em relação ao fechamento anterior. O preço chegou ao maior nível desde 20 de maio, quando terminou o dia em US$ 106,92.

A movimentação também foi influenciada pela ampliação do domínio houthi sobre o estreito de Bab el-Mandeb. A passagem liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e era utilizada por navios petroleiros sauditas como alternativa ao estreito de Hormuz, cuja navegação está interrompida desde 28 de fevereiro.

Rotas de petróleo sob pressão

Hormuz responde pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo. A ofensiva houthi sobre cidades no sul da Arábia Saudita bloqueou a principal rota substituta da passagem.

Até por volta das 8h30, os contratos para entrega em novembro estavam próximos de US$ 102. Nos Estados Unidos, o petróleo WTI avançou 4,28% e era negociado a US$ 100,16 (R$ 513,27) por volta das 10h.

As ações dos houthis ocorreram após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na quarta-feira (9), ele disse esperar que o conflito terminasse depois das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.

Os houthis declararam apoio ao Irã após um ataque contra Israel em 28 de março. Em julho, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita e ampliaram as investidas no sul do país ao longo de setembro. A Defesa Civil saudita emitiu alertas de emergência em Khamis Mushait pela quarta vez em 24 horas.

Disputa pelo estreito

Bab el-Mandeb fica entre o Iêmen, na Península Arábica, e Djibuti e Eritreia, na África. A passagem é usada no transporte de petróleo bruto, derivados de combustível e outras mercadorias entre o Golfo, o Mar Mediterrâneo e a Ásia, por meio do Canal de Suez ou do oleoduto Suez-Mediterrâneo.

Forças do governo do Iêmen e unidades aliadas avançam ao sul pela costa do Mar Vermelho em direção a Dhubab, diante da ilha de Perim. Segundo fontes do comando militar governamental, recuperar essas áreas é necessário para retomar o controle do estreito.

Refinaria russa também afeta oferta

A alta do petróleo contou ainda com a interrupção da refinaria de Ryazan, controlada pela estatal russa Rosneft. A unidade parou após um ataque de drones no domingo (6).

O ataque danificou as unidades CDU-6 e CDU-4, que representam quase metade da capacidade operacional da refinaria. Juntas, elas processam cerca de 12 milhões de toneladas de petróleo por ano, o equivalente a 240 mil barris por dia.

A refinaria fica a cerca de 200 quilômetros a sudeste de Moscou. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os ataques ucranianos buscam provocar instabilidade e discórdia interna na Rússia. A Rosneft não respondeu aos pedidos de esclarecimento.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5