São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Chevrolet perde espaço no Brasil e enfrenta insatisfação de concessionárias

Queda nas vendas reduziu a participação da marca, enquanto a rede reclama do desempenho dos carros e enfrenta avanço das chinesas.

A Chevrolet perdeu espaço no mercado brasileiro e enfrenta insatisfação entre suas concessionárias. A marca, que liderava as vendas em 2019, terminou 2025 na terceira posição e passou a ver a BYD se aproximar do pódio.

Entre 2019 e 2025, as vendas anuais da Chevrolet caíram 41,2%, de 475.684 para 275.965 carros. A participação da marca recuou de 17,8% para 10,8% no período. Fiat e Volkswagen ficaram à frente no ranking, com 20,9% e 17,1% de participação, respectivamente, em 2025.

A retração ocorreu enquanto o tamanho do mercado mudou pouco. As vendas de automóveis e comerciais leves passaram de 2.658.923 unidades em 2019 para 2.549.462 emplacamentos em 2025.

Reclamações da rede

Uma pesquisa da Fenabrave, associação nacional das concessionárias, colocou a rede Chevrolet na pior posição na pergunta sobre se os produtos da montadora atendem ao que os clientes procuram. As lojas também apresentaram índices abaixo da média em questões sobre remuneração pelas vendas e valorização futura da marca.

A rede Chevrolet tem mais de 550 lojas. Lojistas afirmam que o volume de vendas no varejo caiu e que algumas unidades registraram menos de dez carros vendidos por mês para pessoas físicas na região que reúne São Paulo, ABC Paulista e Baixada Santista. O restante das vendas é destinado a empresas.

Dos 197 mil carros vendidos pela Chevrolet em 2026, cerca de 110 mil foram comercializados por meio de vendas diretas, o equivalente a 56,4%. Para o varejo, restaram cerca de 87 mil unidades, com média próxima de 20 carros mensais por loja.

Uma fonte ligada à rede afirmou que a estrutura atual ficou grande para a participação da marca. A expectativa de lojistas é que a Chevrolet negocie o futuro dos pontos de venda e apresente uma proposta de indenização para quem quiser deixar o negócio.

Avanço das marcas chinesas

A pressão aumentou com o crescimento das fabricantes chinesas. Em agosto de 2026, a Chevrolet ficou cerca de 3 mil carros à frente da BYD, mas quase 14 mil unidades atrás da Volkswagen, que estava na segunda posição.

A Chevrolet também ofereceu incentivos e bônus aos vendedores no fechamento do mês. Com a medida, emplacou quase 5 mil carros em dois dias e manteve a vantagem sobre a BYD.

O Sonic, maior lançamento da marca em 2026, permaneceu abaixo de 3 mil emplacamentos mensais nos últimos meses. O modelo ficou atrás do Nissan Kait e distante de Fiat Pulse e Volkswagen Tera, que lideram o segmento.

Parte das concessionárias já passou a dividir espaço com marcas chinesas. A Carrera abriu pontos da GWM e da Omoda Jaecoo ao lado de antigas lojas exclusivas da Chevrolet.

Entre as alternativas discutidas para a rede está a chegada de modelos desenvolvidos em parceria, como o Captiva PHEV e o hatch elétrico compacto que deve se chamar Joy EV. Também está em desenvolvimento um sedã multienergia, com possibilidade de versões elétricas e híbridas plug-in.

Outra possibilidade é transformar parte da rede Chevrolet em unidades da Buick. A marca premium, porém, não deve chegar ao Brasil antes de 2028.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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