São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Vírus do Nilo Ocidental atinge 594 pessoas e deixa 41 mortos na Itália

Boletim do Instituto Superior de Saúde reúne dados até 8 de setembro e aponta 306 casos graves da infecção.

Vírus do Nilo Ocidental atinge 594 pessoas e deixa 41 mortos na Itália

A Itália contabiliza 594 casos confirmados do vírus do Nilo Ocidental e 41 mortes em 2026. Os dados foram reunidos pelo Instituto Superior de Saúde (ISS) em um boletim semanal com notificações registradas até 8 de setembro.

A forma neuroinvasiva, considerada a manifestação mais grave da doença, foi identificada em 306 pacientes. Desse total, cinco infecções foram adquiridas fora da Itália, com origem nas Maldivas, na França, na Bélgica, na Grécia e nos Países Baixos.

O número total de casos cresceu 14% em relação ao boletim anterior, que apontava 521 registros. A presença do vírus foi detectada em 79 províncias distribuídas por 19 regiões italianas, quatro províncias a mais que no levantamento anterior.

Também foram registrados 202 pacientes com febre do Nilo Ocidental. Um deles tinha viajado para Burkina Faso. Durante a triagem de doadores de sangue, foram encontradas 81 infecções sem sintomas. Outros cinco registros foram classificados em categorias diferentes pelo sistema de vigilância.

Risco de complicações

A letalidade entre os casos neuroinvasivos contraídos dentro da Itália ficou em 13,3%. No mesmo período de 2025, o índice era de 15%, com 582 infecções e 39 mortes contabilizadas no país.

A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex. As aves, especialmente as migratórias, são os principais reservatórios naturais do vírus. Depois de picá-las, os mosquitos podem transmitir a infecção a pessoas e outros animais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% dos infectados podem apresentar febre, dor no corpo, dor de cabeça, cansaço, náusea ou erupções na pele. A maior parte não tem sintomas. Uma parcela menor desenvolve a forma neuroinvasiva, associada a meningite, encefalite ou paralisia.

Idosos, pessoas imunossuprimidas e pacientes com doenças crônicas têm maior risco de complicações. Não há vacina humana disponível contra a doença. Entre as medidas indicadas estão usar repelente, instalar telas em portas e janelas e eliminar pontos com água parada.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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