São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Alunos buscam prevenção após lanceta ser reutilizada em feira escolar no Rio

Pelo menos 15 pessoas procuraram atendimento depois de testes de glicose com o mesmo instrumento no Colégio Tamandaré.

Alunos buscam prevenção após lanceta ser reutilizada em feira escolar no Rio

Pelo menos 15 pessoas buscaram atendimento médico depois que uma mesma lanceta foi usada em testes de glicose durante uma feira de ciências no Colégio Tamandaré, no Recreio. O Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, informou que recebeu os pacientes até o fim da noite de sábado para tratamento profilático. O diretor-geral da escola, Antonio Henrique, disse que também houve atendimentos no Hospital Vitória.

A orientação do Ministério da Saúde para situações desse tipo é procurar uma unidade de saúde em até 72 horas. A avaliação pode indicar o uso de medicamentos antirretrovirais para prevenir infecções por vírus como HIV e hepatites. Quando recomendado, o tratamento dura 30 dias.

Como o uso ocorreu

A estudante responsável pelo kit usou o mesmo instrumento para coletar sangue de até três pessoas. De acordo com Antonio Henrique, foram ao menos 13 atendimentos no Lourenço Jorge e outros dois no Hospital Vitória até as 4h de domingo.

O diretor afirmou que a lanceta era trocada a cada três exames porque os responsáveis pela adolescente seguiram uma recomendação do fabricante voltada a testes individuais. Ele também disse que todos os testes realizados até aquele momento deram negativo.

A escola informou que o aparelho poderia ser apresentado na feira, mas não deveria ser utilizado em pessoas. As medições começaram perto do fim do evento, sem autorização da equipe, e os participantes se aproximaram voluntariamente do estande. Nenhum professor, coordenador ou funcionário teria orientado ou acompanhado os procedimentos.

O material foi recolhido assim que a equipe percebeu o uso do instrumento, e a responsável pela aluna foi orientada sobre a gravidade do caso. A escola também comunicou a Vigilância Sanitária da prefeitura no sábado e informou às famílias sobre o compartilhamento da lanceta.

Orientação às famílias

Uma mãe relatou que a filha voltou do hospital chorando e com medo de ter contraído HIV ou outra doença. Ela afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência na 42ª DP (Recreio).

A direção disse que a feira vinha sendo planejada desde o retorno às aulas em agosto e que a responsável pela aluna, que tem entre 12 e 13 anos, havia sido orientada a exibir somente o equipamento. A escola afirmou ainda que mantinha equipes de plantão com acompanhamento psicológico para as famílias.

Segundo Antonio Henrique, as atividades eram monitoradas, mas o episódio não foi percebido imediatamente porque havia 3 mil pessoas na escola, entre alunos e pais. Na segunda-feira, equipes deveriam estar no local para tirar dúvidas e identificar se outras pessoas precisariam fazer o tratamento.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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