São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

STF bloqueia mais de R$ 2 bilhões em bens ligados ao Banco Master

Medida autorizada por André Mendonça alcança imóveis, embarcações, carros, obras de arte e ativos de instituições financeiras.

STF bloqueia mais de R$ 2 bilhões em bens ligados ao Banco Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de bens no exterior ligados ao Banco Master e a empresas do grupo de Daniel Vorcaro. A medida supera R$ 2 bilhões quando considerados itens avaliados e não avaliados no processo.

Foram identificados 18 bens fora do Brasil, com valor estimado em R$ 1,9 bilhão. Quatro deles ainda não tiveram avaliação, o que elevou a estimativa total para mais de R$ 2 bilhões. Os investigadores não localizaram todos os bens e ativos relacionados ao caso.

Também foram incluídos no bloqueio R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis vinculados às empresas.

Bens e obras de arte

Entre os itens no exterior estão um apartamento duplex na Flórida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo estado dos Estados Unidos e uma fazenda de luxo com residência no Colorado. A relação ainda inclui um iate, outras embarcações, uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco.

O processo registra ainda R$ 280 milhões obtidos com a venda de uma aeronave. Na coleção de arte atribuída ao grupo, há duas pinturas de Jean-Michel Basquiat, avaliadas em R$ 25 milhões e R$ 27,5 milhões. Uma obra de Picasso foi estimada em R$ 40 milhões. Também aparecem pinturas de Andy Warhol, Yayoi Kusama e Frederic Anderson, sem valores calculados.

Pedido da PGR

A decisão foi assinada em 24 de julho, após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentada em 19 de junho. Para a PGR, o sequestro dos ativos busca evitar a dispersão do patrimônio e garantir a destinação dos bens conforme a ordem legal e os valores de mercado.

A procuradoria também citou os prejuízos à Fazenda Pública e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que, embora seja uma entidade privada, é financiado em grande parte por bancos e instituições públicas.

A ordem alcança oito instituições: Banco Master Múltiplo; Banco Pleno; Banco Master; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Letsbank; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; Banco Master de Investimento; e Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

A decisão se tornou pública depois que Edson Fachin, presidente do STF, determinou o levantamento do sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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