WASHINGTON, D.C. — O juiz distrital Carl J. Nichols determinou, no fim de domingo, 13, que o Serviço Postal dos EUA não coloque em prática a ordem executiva do presidente Donald Trump que restringe a votação por correio. A decisão cria mais um obstáculo para a tentativa do governo de mudar as regras eleitorais, enquanto a Suprema Corte analisa o tema antes das eleições de meio de mandato.
A Suprema Corte também avalia o recurso do governo contra uma decisão da juíza distrital Indira Talwani, de Boston. Ela havia proibido o Serviço Postal de aplicar sua nova regra para a votação por correio antes das eleições de novembro deste ano.
O que a nova regra prevê
As mudanças exigem que todos os modelos de envelopes de votação sejam aprovados previamente pelo Serviço Postal. Os estados também teriam de cadastrar, em um portal online ainda inativo, a identidade dos eleitores que receberão as cédulas.
Cédulas enviadas pelo correio já estão sendo distribuídas em Alabama, Carolina do Norte e Wisconsin. Outros estados se preparam para iniciar a distribuição nesta semana.
Autoridades eleitorais afirmam que não é possível colocar as mudanças em prática tão perto de uma eleição geral. Um relatório de um denunciante encaminhado ao Congresso alertou que milhões de pessoas podem perder o direito de votar se a regra começar a valer nas eleições de meio de mandato.
O sindicato que representa os trabalhadores do Serviço Postal dos EUA também se posicionou contra a ordem executiva. A entidade afirma que não cabe aos funcionários dos correios verificar se os eleitores estão aptos a votar.








