Uma juíza federal dos Estados Unidos manteve nesta sexta-feira (4) o bloqueio à ordem executiva de Donald Trump que restringe o voto pelo correio. A decisão ocorre antes das eleições de meio de mandato de novembro e impede, por enquanto, mudanças no funcionamento do Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS).
A medida cautelar foi emitida pela juíza distrital Indira Talwani. O plano previa a criação de listas de eleitores habilitados e determinava que o USPS entregasse as cédulas apenas às pessoas incluídas nesses registros.
Talwani já havia suspendido temporariamente a aplicação das regras após estados governados por democratas entrarem com uma ação judicial. O governo recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos para tentar derrubar a decisão anterior.
Na nova decisão, a juíza avaliou que não existe tempo suficiente para colocar os procedimentos em prática antes da votação. Para ela, a mudança poderia “privar do direito ao voto milhões de cidadãos dos Estados Unidos que pretendem votar pelo correio”.
A Carolina do Norte começou nesta sexta-feira a enviar cédulas para votação por correspondência. Outros estados devem iniciar o envio nos próximos dias.
Trump assinou a ordem executiva em março. Ao justificar a medida, afirmou, sem apresentar provas, que o voto pelo correio é vulnerável a fraudes. O presidente, porém, já usou esse sistema em outras ocasiões. No mês passado, votou por correspondência nas primárias republicanas da Flórida.








