São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Crianças passam mal após banho na Praia do Janga, em Paulista

Três filhos de Bruna Michele e outras duas crianças tiveram vômito e diarreia após nadar no local durante o feriadão.

Crianças passam mal após banho na Praia do Janga, em Paulista

Cinco crianças passaram mal depois de tomar banho na Praia do Janga, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Três filhos de Bruna Michele e outras duas crianças que acompanhavam a família tiveram diarreia e vômito no domingo (6), um dia após o passeio.

Bruna foi à praia com os filhos e amigos no último sábado (5). O grupo chegou às 14h à área próxima ao Armazém Coral e brincou na água e na lama formada pela maré baixa. A família, que não tinha o costume de frequentar praias, ficou menos de 20 minutos no local porque Ana Laura, de três anos, teve uma crise de asma. Em casa, a menina melhorou e as crianças não relataram mal-estar naquele momento.

Os sintomas começaram no domingo. Samuel, vizinho de Bruna, de 13 anos, apresentou diarreia e vômitos. Depois, Daniel Roberto, de 12 anos, foi o primeiro dos filhos da empreendedora a reclamar de náuseas. Danilo Henrique, de 8 anos, e Ana Laura tiveram sintomas semelhantes durante a madrugada de segunda-feira (7).

“Foi quando eu comecei a pesquisar o que aconteceu”, contou Bruna. Ela afirmou que a família levou biscoitos e água de casa e não comeu na praia. Para ela, a única atividade em comum foi o banho de mar.

Na segunda-feira (7), como as crianças não melhoraram com a medicação dada em casa, Bruna levou os três à Policlínica Amaury Coutinho, no bairro de Campina do Barreto, na Zona Norte do Recife. Os profissionais constataram desidratação, medicaram as crianças e informaram o diagnóstico de infecção bacteriana. Elas receberam alta médica na manhã desta terça-feira (8), mas continuam com náusea e diarreia e fazem tratamento com antibiótico em casa.

Praia é considerada imprópria

Segundo Bruna, a médica informou que a Praia do Janga não era própria para banho e que havia uma saída de canal de esgoto no local. “A médica disse que a praia é imprópria, mas eu não sabia”, afirmou.

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), responsável pela avaliação da balneabilidade em Pernambuco, confirmou que o local está impróprio. O boletim divulgado na quinta-feira (3) indica que três trechos da praia permanecem nessa condição até quinta-feira (10).

Geraldo Moura, diretor de Monitoramento e Inovação Ambiental da CPRH, orientou os banhistas a consultar os relatórios semanais do órgão. Ele afirmou que o banho em áreas impróprias pode trazer riscos como gastroenterites virais e bacterianas, infecções bacterianas, otite e conjuntivite. Em caso de desconforto, a recomendação é procurar um posto de saúde.

A Prefeitura do Paulista informou que acompanha o caso. A Secretaria de Meio Ambiente disse que o esgotamento sanitário é responsabilidade da Compesa, enquanto a CPRH monitora a qualidade da água do mar e a balneabilidade. Sobre a água escura, será necessária uma avaliação técnica para identificar a origem e verificar possível relação com o episódio.

A Compesa declarou que não opera a rede coletora de esgoto no trecho citado. A empresa afirmou que, nas áreas atendidas, o esgoto é encaminhado às estações de tratamento, sem lançamento de efluentes nas praias.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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