São Bernardo do Campo, Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Saúde

Terapia CAR-T faz tumor metastático desaparecer em criança de 3 anos

Menino com hepatoblastoma resistente à quimioterapia teve regressão completa após duas infusões em estudo clínico inicial.

Terapia CAR-T faz tumor metastático desaparecer em criança de 3 anos

Um menino de 3 anos com hepatoblastoma metastático apresentou regressão completa da doença depois de receber uma terapia experimental baseada em células do sistema imunológico. O caso foi publicado em 9 de setembro no New England Journal of Medicine (NEJM).

O câncer de fígado havia se espalhado para os pulmões e não respondia mais à quimioterapia. Antes de entrar no estudo, a criança passou por três linhas de quimioterapia, pela retirada do tumor principal no fígado e por duas cirurgias para eliminar metástases pulmonares. Mesmo assim, surgiu uma nova metástase no pulmão.

A criança foi incluída no CARE, um ensaio clínico de fase 1 que testa uma terapia CAR-T contra tumores sólidos. Nessa abordagem, células T são retiradas do sistema imunológico e modificadas em laboratório para identificar e atacar células cancerígenas.

Como foi o tratamento

As células usadas no caso foram programadas para reconhecer a glicana-3, também chamada de GPC3, encontrada em níveis elevados no hepatoblastoma. Os pesquisadores também fizeram as células produzirem interleucina-15 e interleucina-21, proteínas envolvidas na regulação da resposta imunológica.

O menino recebeu duas infusões, com intervalo de oito semanas entre elas. Depois da primeira aplicação, houve resposta parcial. Após a segunda, os exames indicaram que a doença metastática havia regredido completamente. A resposta permaneceu por pelo menos 12 meses depois do tratamento, de acordo com o relato.

A terapia, porém, ainda está em fase experimental. O artigo apresenta o caso de apenas uma criança, o que não permite saber se o mesmo resultado será obtido por outros pacientes. Como o CARE é um estudo de fase 1, serão necessários trabalhos com mais participantes e acompanhamento mais longo para avaliar a segurança e verificar se o benefício pode ser repetido.

O resultado sugere potencial da CAR-T modificada contra tumores sólidos resistentes ao tratamento, mas não comprova a cura nem a eficácia definitiva da estratégia.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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