São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Augusto Cury propõe lista tríplice para comandar a Polícia Federal

Candidato do Avante diz que mudança daria mais autonomia à corporação e critica a perda de confiança no STF.

Augusto Cury defende lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, defendeu nesta quarta-feira (9) que o diretor-geral da Polícia Federal seja escolhido a partir de uma lista tríplice formada por delegados da própria instituição.

A proposta foi apresentada durante uma entrevista coletiva, em meio à crise que envolveu o afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da corporação. Para Cury, o modelo reduziria a influência do governo responsável pelo mandato e reforçaria a autonomia da PF.

"Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais escolhidos pelos próprios delegados federais, e o presidente escolhe um delegado a partir desta lista tríplice", afirmou o candidato.

Como funciona hoje

Atualmente, o presidente da República escolhe diretamente o diretor-geral da Polícia Federal. Não é exigida lista tríplice nem aprovação pelo Congresso. O nome indicado precisa ser de um delegado de classe especial, o nível mais alto da carreira, e a nomeação é feita por decreto presidencial.

Andrei Rodrigues foi escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato e assumiu o cargo em janeiro de 2023. Antes, ele havia trabalhado na segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e ocupado funções de direção na PF.

A declaração de Cury ocorreu durante o agravamento de uma crise institucional no STF, após a divulgação de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. André Mendonça havia afastado o diretor-geral por causa de supostas irregularidades na elaboração de um relatório de inteligência usado em uma investigação.

A decisão foi revertida por Flávio Dino. O ministro afirmou que uma troca repentina no comando da PF, incluindo a saída de Leandro Almada da diretoria de inteligência, poderia prejudicar investigações sensíveis e provocar instabilidade administrativa.

Cury não comentou diretamente a reversão, mas disse estar triste com os episódios envolvendo o STF e defendeu que autoridades públicas prestem mais contas à sociedade. Para ele, a crise tem reduzido a avaliação positiva da Corte entre os brasileiros.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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