São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Tarcísio associa protestos a fichas criminais sem apresentar provas

Governador de São Paulo disse que a ficha criminal dos manifestantes ajudaria a explicar os atos contra sua gestão.

Tarcísio sugere checar ficha criminal de quem protestou contra ele

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), afirmou que a ficha criminal dos manifestantes poderia explicar os protestos contra sua gestão. A declaração foi feita nesta 4ª feira (9.set.2026), durante uma visita ao Armazém Solidário, programa da Prefeitura de São Paulo.

Questionado sobre os atos, Tarcísio disse que os participantes estavam ali voluntariamente e, em tom irônico, sugeriu que eles tinham antecedentes criminais. O governador não apresentou informações para comprovar a afirmação.

“É fácil perceber, vocês sabem disso. E depois busque a ficha criminal de cada um aí que você vai entender”, declarou.

Na mesma ocasião, Tarcísio afirmou que vinha evitando ataques e que pretendia conduzir uma campanha voltada ao futuro e à esperança. Manifestações contra o governador ocorreram em diferentes compromissos políticos durante a campanha.

Em 20 de agosto, durante a 1ª agenda de Flávio Bolsonaro (PL) no Estado, houve protesto em frente ao Mercadão de São Miguel, na zona leste da capital. Os manifestantes levaram cartazes e fizeram críticas ao governador, aos preços dos pedágios e à atuação da Polícia Militar. No mesmo dia, um 2º ato ocorreu durante a passagem de Flávio pela Vila Formosa.

Em 7 de setembro, Tarcísio também foi alvo de críticas em vias próximas à av. Paulista, onde foi realizado um ato convocado por Flávio.

Críticas ao STF

Tarcísio também criticou o Supremo Tribunal Federal ao comentar uma decisão monocrática que, segundo ele, teria contrariado uma deliberação anterior da própria Corte. Para o governador, esse tipo de conduta transmite à sociedade uma mensagem de insegurança jurídica.

“O guardião da Constituição não está conseguindo mostrar para as pessoas que tem capacidade de produzir segurança jurídica”, afirmou.

Na avaliação de Tarcísio, a percepção negativa sobre o tribunal pode influenciar as eleições e transformar a disputa em um plebiscito. Ele também citou um manifesto de empresas da Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que cobrou providências do STF.

O registro sobre o local visitado foi corrigido em 10.set.2026 (17h05): o Armazém Solidário é um programa da Prefeitura de São Paulo, e não do governo estadual.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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