São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

PF apura repasse de R$ 2 milhões em emendas ligado a filme sobre Bolsonaro

Deputado Mario Frias e duas ONGs estão entre os alvos da investigação sobre possível desvio de recursos públicos.

Caso Dark Horse: operação da PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas para produtora de filme do ex-presidente
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal investiga o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para duas organizações ligadas a Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O deputado federal Mario Frias também está entre os alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira (10).

As entidades investigadas são o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa Go Up, responsável pela produção do filme, não é alvo dos mandados. Durante a operação, o celular de Mario Frias foi apreendido.

A PF afirma investigar uma organização formada por agentes públicos e privados. A suspeita é que os valores tenham sido direcionados a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de que os serviços contratados foram prestados. De acordo com os investigadores, as tentativas de ocultar os desvios teriam continuado até julho deste ano.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal depois que a deputada Tabata Amaral pediu a apuração de repasses de emendas para organizações ligadas à produtora de “Dark Horse”. Em 21 de março, o ministro Flávio Dino determinou que Mario Frias se manifestasse em cinco dias.

A intimação não foi concluída. Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça havia tentado três vezes localizar o deputado no gabinete parlamentar. Depois, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse os endereços de Frias em Brasília e em São Paulo. Novas buscas também não conseguiram localizá-lo.

Em 15 de abril, Flávio Dino abriu uma apuração preliminar sobre a destinação de emendas de deputados do PL para ONGs ligadas à produtora. Mario Frias afirmou que a acusação era “absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória” e negou que a emenda tivesse sido destinada a “qualquer produção cinematográfica”.

A produção também passou a ser investigada após a suspeita de financiamento por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Segundo as informações reunidas no caso, ele teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro.

Na quarta-feira (9), Edson Fachin suspendeu decisões que haviam afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Os dois foram reintegrados à corporação. Em decisão sobre o retorno de Rodrigues, Flávio Dino citou o impacto do afastamento nas investigações relacionadas ao filme.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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