Aoliabe Silva Santos, policial militar de 32 anos, precisou passar por uma cirurgia de prótese no quadril depois que uma fratura no fêmur evoluiu para artrose avançada. O problema começou após um acidente de moto, em setembro de 2023.
Depois do tratamento da fratura, ele se recuperou e voltou a andar sem muletas. A dor, porém, continuou. Aoliabe passou a mancar e sentia incômodo na região da virilha, que ficou mais intenso com o tempo. “Eu mancava e sentia um incômodo que foi ficando mais intenso”, relata.
Diagnóstico e indicação da cirurgia
A fisioterapia e os exercícios de fortalecimento não foram suficientes para melhorar os sintomas. Em uma nova avaliação, os médicos encontraram fraqueza muscular no quadril e alteração na sustentação da pelve. Os exames confirmaram o desgaste da articulação e a artrose avançada.
O ortopedista Isaías Chaves, que atua em Brasília, explica que a doença envolve o desgaste progressivo da cartilagem, a redução do espaço da articulação e a perda de movimentos sem dor. No caso do policial, a condição foi classificada como artrose pós-traumática, relacionada às alterações provocadas pelo acidente.
Segundo Chaves, lesões de maior impacto podem acelerar o desgaste do quadril, embora nem toda fratura leve a esse resultado. A indicação da prótese considera a dor, a perda de função e o impacto na qualidade de vida, e não apenas a idade do paciente.
Aoliabe tentou adiar a cirurgia e buscou alternativas para controlar a dor. Com a piora dos sintomas, no entanto, trabalhar, dirigir e sair de casa se tornaram difíceis. Ele foi afastado do serviço operacional e passou a atuar internamente.
A artroplastia de quadril foi realizada e, já na primeira semana, ele relata que a dor constante e o travamento da articulação deixaram de fazer parte da rotina. A decisão também considerou os riscos de postergar o tratamento em um quadro avançado, como a piora da limitação dos movimentos e a sobrecarga em outras partes do corpo.
Reabilitação e retorno às atividades
Após o procedimento, Aoliabe passou por fisioterapia e fortalecimento muscular. A recuperação ocorreu de forma gradual. Nos primeiros meses, ficou afastado das atividades; depois, voltou ao trabalho administrativo e retomou o serviço de rua.
Mais de um ano após a cirurgia, ele não usa medicação e voltou a praticar corrida, ciclismo e musculação. O ortopedista afirma que a prótese busca aliviar a dor e devolver autonomia ao paciente, mas o retorno às atividades depende da recuperação muscular, do tipo de exercício e do histórico de cada pessoa.
Aoliabe diz que a reabilitação continua fazendo parte da rotina. “Hoje consigo trabalhar, treinar e levar a vida normalmente”, conta.







