São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Saúde

Memory City usa uma cidade imaginária para organizar o estudo

Método associa conteúdos a lugares criados na mente e acrescenta cores, sons, cheiros e emoções à experiência de aprender.

Memory City usa uma cidade imaginária para organizar o estudo

A técnica Memory City propõe usar uma cidade criada mentalmente como referência para estudar e recuperar informações. A ideia é associar o conteúdo a lugares e acrescentar elementos sensoriais, como cores, sons, cheiros e emoções.

A metodologia foi desenvolvida pelo neurologista e professor titular Marcelo Zalli, da Universidade do Vale do Itajaí. Ela deu origem a um livro e a um curso com o mesmo nome e é apresentada como uma evolução do palácio da memória, método conhecido desde a Grécia Antiga.

Do conteúdo abstrato à experiência

No palácio da memória, informações são relacionadas a cômodos de uma casa. Na Memory City, a pessoa cria os próprios ambientes e escolhe os detalhes que vão compor cada local. Esses espaços funcionam como pontos de ancoragem para os conteúdos que precisam ser lembrados.

A técnica parte da ideia de que as pessoas costumam guardar com mais facilidade detalhes de lugares visitados do que conteúdos estudados. Ao criar um ambiente mental personalizado, o conhecimento semântico, que poderia ser armazenado apenas como informação, passa a ser relacionado a uma experiência.

Um exemplo é o estudo de biologia em uma cafeteria em Paris, perto da Torre Eiffel. O estudante pode imaginar uma música, o aroma de um croissant, pessoas passando pela rua e a temperatura do ambiente. Durante o estudo, a proposta é retomar mentalmente esse cenário a cada distração ou pausa.

Assim, o conteúdo deixa de ser associado somente a uma informação abstrata e passa a fazer parte de uma situação construída na imaginação, com diferentes referências sensoriais.

Teste com alunos de medicina

Antes de virar livro, a metodologia foi aplicada em um curso e avaliada em um experimento com alunos de medicina. Os participantes usaram a técnica ao longo de seis meses. O grupo que aplicou o método obteve notas 32% superiores às dos alunos que não o praticaram.

Esses resultados levaram à validação e à publicação da técnica. A proposta é transformar o estudo em uma atividade com imagens, narrativas e experiências mentais, em vez de depender apenas da repetição de informações.

A memória permite registrar, armazenar e recuperar dados, além de reconhecer rostos, lembrar caminhos e aprender novas habilidades. De acordo com a proposta da Memory City, imagens, associações e experiências podem ser usadas para tornar esse processo de aprendizado mais organizado e duradouro.

Marcelo Zalli é professor titular de Neurologia na Universidade do Vale do Itajaí e membro da Brazil Health. Ele tem CRM/SC 17.333 e RQE 13.326.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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