Os Estados Unidos ampliam os esforços para manter viva a memória dos ataques de 11 de setembro de 2001, à medida que cresce a parcela da população que não viveu ou não se lembra dos acontecimentos. O Museu e Memorial do 11 de Setembro passou a concentrar parte do trabalho em divulgação, educação e atividades voltadas às gerações mais jovens.
O presidente Donald Trump fará sua homenagem no Pentágono, e não em Nova York. Já o vice-presidente JD Vance e os quatro antecessores de Trump — Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush — estarão no Marco Zero, no sul de Manhattan, na próxima sexta-feira.
A ausência de Trump em Nova York foi atribuída pelo New York Times à proibição de discursos no local, regra criada para manter a cerimônia apartidária. O presidente chamou essa informação de inventada.
Memória para novas gerações
Beth Hillman, presidente do Museu e Memorial do 11 de Setembro e veterana da Força Aérea dos EUA, disse que muitos de sua geração ainda se lembram exatamente de onde estavam naquele dia. Ao mesmo tempo, 100 milhões de americanos não tinham nascido ou eram jovens demais para guardar lembranças dos ataques.
Voluntários treinados, entre eles socorristas, conversam com visitantes que conheceram o desastre por meio dos pais ou da escola. O museu recebe 2,4 milhões de visitantes anualmente. Entre os voluntários está Logan Miller, de 32 anos, que perdeu um tio e um avô nos ataques.
Segundo Miller, os jovens costumam fazer mais perguntas do que os visitantes mais velhos. Ignacio Gaete, de 22 anos, chileno que visitava o museu e o memorial, afirmou: “acho que isso pode transcender gerações”. O espaço é formado por dois grandes espelhos d'água construídos sobre as fundações das Torres Gêmeas.
Holly Kafka, de 61 anos, viajou de Chicago com o marido e defendeu que os jovens conheçam o local pessoalmente. Para ela, a preservação depende de levar essa geração até o memorial, em vez de deixar o tema restrito às redes sociais ou às lembranças familiares.
Cerimônias e número de vítimas
No Marco Zero, os familiares lerão a lista com os nomes das vítimas a partir das 8h40, horário em que o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte. À noite, dois feixes de luz serão projetados no céu para simbolizar as torres.
Em 11 de setembro de 2001, 19 membros da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões. Dois atingiram o World Trade Center, provocando o desabamento dos edifícios de 110 andares. Outro avião caiu no Pentágono. O quarto caiu em um campo perto de Shanksville, Pensilvânia, depois que passageiros enfrentaram os sequestradores.
Além das mortes ocorridas naquele dia, mais de 9.400 pessoas morreram posteriormente por doenças relacionadas aos ataques, conforme o programa federal criado para prestar assistência médica aos afetados.
O julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado como suposto mentor dos ataques e um dos principais tenentes de Osama bin Laden, foi marcado para junho de 2028 na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. Ele está preso no local há 20 anos.








