Os preços ao produtor nos Estados Unidos subiram 0,4% em agosto, em linha com as projeções do mercado. A alta foi puxada principalmente pelo encarecimento da energia, que voltou a avançar depois de dois meses consecutivos de queda.
Em 12 meses encerrados em agosto, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) para a demanda final acumulou alta de 5,4%. O resultado ficou acima do registrado no mês anterior, quando o indicador havia avançado 4,8%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, ligado ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. O órgão também revisou o resultado de julho: o índice subiu 0,1%, enquanto a estimativa preliminar indicava estabilidade.
Energia, alimentos e serviços
Os preços de energia aumentaram 4,2% em agosto. O movimento ocorreu em meio à escalada das hostilidades entre as forças de Washington e o governo do Irã, que voltou a influenciar as cotações internacionais do petróleo bruto.
Os alimentos tiveram alta de 0,1% no atacado, após queda de 0,9% em julho. Já os bens de produção registraram avanço de 1,1% no mês.
Quando alimentos e energia são retirados do cálculo, o indicador subiu 0,4%. Os serviços tiveram alta de 0,1%, embora alguns componentes tenham apresentado avanços maiores.
Efeito sobre os juros
O IPP é acompanhado porque reúne informações sobre a formação dos preços antes da chegada ao consumidor. O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, usa o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) como referência oficial para sua meta de inflação de 2% ao ano.
Parte dos componentes do IPP é usada no cálculo do PCE. A partir de agosto, porém, o governo dos Estados Unidos mudou a metodologia de apuração dos preços de serviços de gestão de carteiras de investimentos, consultoria financeira, serviços jurídicos, softwares e acessórios de informática.
A alteração na coleta e no peso desses itens modifica a forma como os custos da produção são transmitidos para o PCE.







