A economia dos Estados Unidos criou 162 mil vagas fora do setor agrícola em agosto, uma recuperação forte em relação a julho, quando foram abertas 21 mil vagas após revisão. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. O resultado ficou acima da previsão de economistas, que esperavam a abertura de 56 mil postos de trabalho no mês. As estimativas variavam entre a perda de 25 mil empregos e a criação de 121 mil vagas.
Em julho, uma leitura anterior havia indicado o fechamento de 23 mil vagas. A revisão para cima, porém, mostrou a abertura de 21 mil postos no período.
O que isso muda para os juros
A força do mercado de trabalho mantém aberta a possibilidade de uma nova alta da taxa básica pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano, ainda em setembro. A reunião de política monetária está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.
Antes da divulgação do relatório, os mercados haviam reduzido a aposta em um aumento dos juros. A mudança ocorreu depois de uma declaração de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve. Ele disse estar inclinado a defender a manutenção das taxas no nível atual, desde que os dados seguintes confirmassem o alívio nas pressões inflacionárias.
A probabilidade de alta calculada pela ferramenta FedWatch, da bolsa CME, caiu para cerca de 52%, ante 63,2% na quarta-feira.
Efeito nos financiamentos imobiliários
As preocupações com a inflação e a falta de diretrizes futuras claras do Federal Reserve continuam pressionando para cima os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. Essa alta também afeta o crédito imobiliário.
A taxa média dos financiamentos imobiliários fixos de 30 anos passou de 6,71% nesta semana, alcançando o maior nível em mais de um ano, segundo dados publicados pela Freddie Mac na quinta-feira. O crédito mais caro aumenta as dificuldades do setor imobiliário nos Estados Unidos.







