São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Ação pede perda do mandato de Nikolas Ferreira por documento falso da PF

Deputados do PT afirmam que o parlamentar usou uma imagem adulterada para negar suspeitas ligadas à Operação Compliance Zero.

Deputados acionam PGE e pedem inelegibilidade de Nikolas Ferreira por abuso de poder

Três deputados federais do PT pediram à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) a cassação do mandato de Nikolas Ferreira (PL-MG) e sua inelegibilidade por oito anos. A ação acusa o parlamentar de divulgar nas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal para negar suspeitas relacionadas à Operação Compliance Zero.

A petição também solicita a abertura de um inquérito criminal para investigar a falsificação de selos públicos e a divulgação de desinformação. Para os deputados, a conduta configura abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social.

O que aparece no documento

A imagem compartilhada por perfis de apoio e pelas contas oficiais de Nikolas simulava um relatório da Polícia Federal. O material afirmava que não havia indícios de crimes cometidos pelo deputado. A corporação negou ter produzido o documento ou realizado a análise apresentada na imagem.

Um laudo técnico anexado à ação aponta diferenças entre o papel divulgado e documentos oficiais. Entre os problemas citados estão datas de conversas em janeiro de 2025, embora as mensagens reais da investigação tenham ocorrido em março de 2025. A imagem também não traz assinatura, matrícula de servidor, número de procedimento nem código de verificação.

O laudo ainda registra que a página 156 do relatório verdadeiro da Polícia Federal trata de pagamentos a um escritório de advocacia, e não do conteúdo exibido na imagem que circulou nas redes.

Investigação e defesa

A controvérsia surgiu depois da divulgação de mensagens e áudios trocados entre Nikolas Ferreira e o empresário Daniel Vorcaro. O material foi obtido em um celular apreendido pela Polícia Federal durante a operação que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de justiça envolvendo o Banco Master.

Nikolas afirmou nas redes sociais que não sabia que o documento era falso. Disse que apenas compartilhou uma publicação de outra página e que apagou o post depois da repercussão.

Os deputados Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) sustentam que a exclusão não elimina o impacto da publicação. Eles também destacam que o deputado tem mais de 27 milhões de seguidores em suas contas oficiais e que as regras eleitorais exigem a verificação de conteúdos de terceiros antes da divulgação.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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