A Renault avalia usar uma plataforma da Geely para produzir no Brasil um carro elétrico compacto. A possibilidade foi apresentada por Fabrice Cambolive, CEO mundial da Renault, ao comentar os planos da marca para ampliar sua atuação no segmento.
As vendas de carros elétricos cresceram mais de 300% em 2026 no Brasil. Hoje, após o fim da linha do Kwid E-Tech, a Renault tem apenas o Megane E-Tech nessa categoria, vendido por R$ 279.990.
Cambolive afirmou que a empresa precisa adaptar seus produtos ao mercado brasileiro, em vez de depender apenas de modelos europeus. "Teremos que explorar esse novo segmento e precisamos apresentar novas ofertas para ele", disse o executivo.
Uma das alternativas em discussão é utilizar a plataforma do Geely EX2 em um novo modelo nacional. "É uma oportunidade, sem dúvida", afirmou Cambolive. Ele também disse que haverá novidades sobre o assunto na semana que vem, durante um anúncio da parceria entre Renault e Geely.
Renault e Geely já anunciaram um investimento de R$ 3,8 bilhões para produzir pelo menos quatro carros até o final de 2027 na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. Dois veículos serão da Geely e dois, da Renault.
O EX2 também pode servir de base para um modelo com a identidade visual da Renault. Nesse caso, o carro teria mudanças na dianteira, na traseira e nos elementos de acabamento. A possibilidade é comparada ao que ocorreu com o Renault Koleos e o Geely Monjaro.
A aposta em hatches compactos acompanha o desempenho desse tipo de veículo no mercado brasileiro. Entre janeiro e agosto de 2026, foram vendidos 143.574 carros elétricos no país, e cerca de 80% eram hatches. O Geely EX2 ficou em terceiro lugar entre os elétricos mais vendidos, com 26.482 unidades emplacadas no período, equivalentes a 18,4% da categoria.







