A Renault pretende ampliar a presença de carros eletrificados no Brasil com novos modelos híbridos e possíveis projetos desenvolvidos em parceria com a Geely. A fabricante prevê que veículos elétricos ou híbridos correspondam a 50% das vendas no país até 2030.
Fabrice Cambolive, CEO mundial da Renault, afirmou que a transição para a propulsão elétrica deve continuar nos mercados internacionais. Na Europa, a expectativa é que todos os veículos da marca sejam eletrificados até 2030. Para outros países, incluindo o Brasil, a projeção é chegar a 50% de participação.
"A transição para o elétrico é um caminho sem volta", declarou Cambolive. O executivo também disse que, mais adiante, o mundo será 100% elétrico.
Modelos previstos
Atualmente, a Renault vende sete veículos de passeio no Brasil, mas apenas dois são eletrificados, o equivalente a 28,6% do total. O elétrico Megane E-Tech é vendido por R$ 279.990. Entre os híbridos, o Koleos está disponível por R$ 293.490.
A linha brasileira também inclui Kwid, Kardian, Duster, Boreal e Oroch. O Kwid E-Tech deixou de fazer parte do portfólio para abrir espaço ao Geely EX2, depois da parceria entre as empresas.
A Renault Boreal deverá ganhar uma versão híbrida leve, conhecida como MHEV, em 2027. O mesmo sistema também está previsto para a Renault Niagara. A empresa ainda avalia usar uma plataforma da Geely na produção de um novo modelo nacional.
Parceria com a Geely
As empresas planejam lançar pelo menos quatro novos carros até o final de 2027. O projeto envolve a fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, e prevê dois veículos da Geely e dois da Renault. O investimento anunciado é de R$ 3,8 bilhões e recebeu um aporte adicional de R$ 2 bilhões.
Cambolive afirmou que a plataforma da parceira poderá ser utilizada caso seja considerada uma alternativa adequada. O Geely EX5 é apontado como possível base para um Renault híbrido, enquanto o EX2 também aparece entre as possibilidades, já que sua produção no Paraná foi confirmada.
A Renault reconhece que os elétricos estão ganhando espaço no mercado brasileiro e afirma que precisará ampliar as opções oferecidas aos consumidores. "Precisamos apresentar novas ofertas para ele", disse o executivo, referindo-se ao segmento de carros eletrificados.







