SÃO PAULO — A febre do tuning chegou aos estandes das montadoras no Brasil e ganhou espaço no Salão do Automóvel de São Paulo de 2004. Fiat, Chevrolet e Ford exibiram carros modificados, enquanto Land Rover e Citroën também apresentaram projetos inspirados na customização extrema.
A Fiat levou um Stilo tunado ao evento. Michael Schumacher estava no salão para lançar uma série do modelo que levava seu sobrenome e, conforme a história relatada sobre a ocasião, demonstrou interesse pela performance do carro exposto. A montadora, porém, não entrou em detalhes: o veículo não tinha alterações especiais na mecânica nem no interior.
No estande da Chevrolet, o destaque era um Corsa C hatch. O exterior era menos radical que o do Stilo, mas o interior e o porta-malas reuniam alto-falantes, módulos de som, telas e luz néon instalada sob a carroceria.
A Ford apresentou o Fiesta Sedan STX com aparência de carro-conceito. O modelo tinha uma proposta mais discreta, mas chamava atenção pelo aerofólio grande na tampa do porta-malas e pelas lanternas traseiras de cristal. Esse tipo de lanterna passou a ser usado de série na reestilização de 2010.
Outros projetos modificados
A Land Rover entrou na onda com o Flame, construído a partir de um Defender 90. No mesmo ano, a Citroën apoiou a customização de um C3 feita pela concessionária Saint Moritz, de Brasília (DF). O carro participou de exposições e concursos e recebeu prêmios em alguns deles.
A Volkswagen também se aproximou do movimento. Em 2007, foi a principal patrocinadora do Salão de Acessórios, onde montou um estande com versões tunadas de Gol G4, Fox, Golf 4,5, Polo e New Beetle.
A popularização da customização aproximou uma nova geração do universo dos carros, mas também deixou veículos difíceis de recuperar para a configuração original. Entre os modelos citados estão Chevrolet Tigra, Fiat Coupé, Mazda MX-3, Civic G5 e Mitsubishi Eclipse.







