São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Carros

ANP propõe corante e substância amarga no etanol para evitar uso em bebidas clandestinas

Medidas ainda dependem de revisão de regras e testes sobre impactos em veículos e emissões; corante verde pode ser adotado em 2027.

ANP propõe corante e substância amarga no etanol para evitar uso em bebidas clandestinas
Foto: Divulgação/GM

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em setembro um estudo com propostas para dificultar o uso irregular do etanol hidratado combustível na fabricação clandestina de bebidas.

A medida provisória prevê a adição obrigatória de corante verde ao combustível ainda em 2027. Para isso, a ANP precisa revisar a legislação, fazer análise de impacto regulatório ou elaborar uma Nota Técnica de Regulação, realizar consulta e audiência públicas e submeter a proposta à votação da Diretoria Colegiada.

A norma deverá prever um período de transição para que as usinas se adaptem. A expectativa da agência é colocar a medida em prática ainda em 2027.

Alternativa definitiva depende de testes

A solução considerada definitiva é a inclusão obrigatória de benzoato de denatônio no etanol. A substância tem sabor extremamente amargo e poderia ser percebida por consumidores se o combustível fosse usado para adulterar bebidas.

A adoção, porém, ainda depende de avaliações sobre a viabilidade da medida. A ANP pretende verificar se o composto pode causar impactos relevantes nos componentes dos veículos ou nas emissões dos motores. Por essa razão, ainda não existe prazo para implementar a solução do gosto amargo.

O benzoato de denatônio já aparece em produtos de higiene e limpeza para diferenciá-los de bebidas alcoólicas. O estudo informa, no entanto, que não há precedentes de uso da substância em etanol destinado a motores.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) recomendou um programa de validação com ensaios de durabilidade e emissões, devido à falta de histórico representativo do uso do composto no combustível. A entidade também defendeu que sejam avaliadas substâncias sem metais, tanto para a desnaturação quanto para a aplicação de corantes.

O estudo foi elaborado após diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). O trabalho incluiu reuniões com produtores, distribuidores, fornecedores de corantes, empresas de inspeção da qualidade, Anfavea e a Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Também foram feitos testes físico-químicos no Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP (CPT). No começo de setembro, o relatório foi enviado ao Ministério de Minas e Energia, que preside o CNPE, e ao TCU. As propostas surgiram após casos de mortes e intoxicações por metanol ligados a bebidas alcoólicas adulteradas no Brasil em 2025.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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