São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Taxa sobre compras internacionais reacende debate sobre acesso à moda

Cobrança de 20% sobre compras de até US$ 50 afetou consumidores das classes C, D e E, segundo levantamentos citados.

Taxa sobre compras internacionais reacende debate sobre acesso à moda
Foto: A taxa das blusinhas afeta os consumidores mais pobres Mikhail Nilov/Pexels

A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 reacendeu o debate sobre o acesso à moda no Brasil. A medida foi criada em meio à discussão sobre como proteger a indústria nacional diante do avanço das plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.

A lógica era reduzir a diferença entre produtos vendidos por empresas brasileiras, que estão sujeitos à tributação, e itens comprados diretamente de varejistas de outros países. No setor de moda, porém, a discussão econômica também envolve quem consegue comprar roupas, calçados e acessórios.

Um levantamento da Proteste indica que 92% dos consumidores consideram correto tornar definitivo o fim do imposto. Outros 88% defendem que o Congresso dê prioridade à medida. Dados da Global Intelligence and Analytics, com informações da Receita Federal, mostram que o volume de encomendas de baixo valor caiu 19,5% após a implementação da cobrança.

Quem foi afetado

Entre os consumidores mais atingidos estão aqueles das classes C, D e E. O comércio internacional passou a ser uma alternativa para pessoas que buscavam preços diferentes dos praticados no varejo tradicional, além de mais opções de produtos.

Plataformas como Shein, AliExpress e Temu oferecem variedade de modelos, cores, tamanhos e categorias. Para quem mora fora dos grandes centros ou não encontra determinadas peças no comércio brasileiro, essa disponibilidade pode representar acesso a itens que não estão facilmente disponíveis no mercado nacional.

A escolha pelo produto estrangeiro nem sempre ocorre por rejeição às marcas brasileiras. Em muitos casos, o consumidor compra aquilo que consegue pagar ou encontrar.

Isso não elimina as questões ambientais, trabalhistas e tributárias associadas às plataformas internacionais, nem a necessidade de fortalecer a indústria brasileira. Uma cadeia nacional mais forte pode reunir empregos, desenvolvimento tecnológico, produção e autonomia econômica.

O debate, portanto, vai além de encarecer produtos estrangeiros. Para competir, a moda brasileira precisa oferecer produtos desejáveis, acessíveis e diversos. Esse desafio envolve produtividade, tecnologia, distribuição, tributação, crédito e escala, além de considerar preço, tamanho, modelagem e variedade em um mercado com diferentes perfis de consumidores.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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