A Apple elevou os preços de modelos de iPhone que continuam à venda, incluindo aparelhos lançados em 2024 e neste ano. O reajuste também alcançou o iPhone 16 de 128 GB, que passou de R$ 6.799 para R$ 6.999, uma alta de R$ 200, ou 2,9%.
O iPhone 17e, lançado em março deste ano, teve aumento de R$ 200 nas duas versões listadas. O modelo de 256 GB subiu de R$ 5.799 para R$ 5.999, alta de 3,4%. Já a opção de 512 GB passou de R$ 7.299 para R$ 7.499, aumento de 2,7%.
Nos modelos iPhone 17 de 256 GB e 512 GB, os preços foram reajustados em R$ 300. Eles passaram, respectivamente, de R$ 7.999 para R$ 8.299 e de R$ 9.499 para R$ 9.799. As altas correspondem a 3,8% e 3,2%.
Versões com mais armazenamento tiveram as maiores altas
O aumento mais expressivo entre os aparelhos antigos foi aplicado ao iPhone Air de 1 TB. O preço subiu de R$ 13.499 para R$ 15.499, diferença de R$ 2.000 e reajuste de 14,8%.
No Air de 256 GB, o valor passou de R$ 10.499 para R$ 10.999, alta de R$ 500, ou 4,8%. A versão de 512 GB foi de R$ 11.999 para R$ 12.499, aumento de R$ 500, equivalente a 4,2%.
A Apple não apresentou uma nova geração do iPhone Air neste ano. A próxima versão deve ficar para o começo de 2027. O modelo padrão do iPhone também não ganhou sucessor, com lançamento previsto para o primeiro semestre do ano que vem.
A empresa também aumentou os preços de aparelhos da nova geração. O iPhone Pro de 1 TB ficou R$ 2 mil mais caro, enquanto o iPhone 18 Pro Max de 2 TB teve alta de R$ 3,5 mil. Neste ano, a Apple apresentou ainda uma versão de 2 TB do iPhone 18 Pro.
Pressão sobre memória e armazenamento
A alta está relacionada à demanda de data centers de inteligência artificial por chips de memória e armazenamento. A escassez desses componentes elevou os preços de smartphones, tablets, notebooks e outros aparelhos.
Em comunicado, a Apple afirmou: "A rápida expansão dos data centers de IA criou um aumento extraordinário na demanda por memória e armazenamento." A empresa também disse que nunca havia visto o preço de um componente subir tanto e tão rapidamente.
Em junho, a Apple havia aumentado os preços de computadores e tablets, com altas entre 6% e 29% nos Macs e de até 36% no iPad. Na ocasião, não houve reajuste nos smartphones.
A J.P. Morgan estima que a inflação de chips provoque alta de mais de 400% nos preços de DRAM entre o início de 2024 e o fim de 2026. O banco calcula que a inflação para a indústria e o consumidor final nos EUA chegue a 23% no período.
A TrendForce prevê crescimento de 98% no investimento de provedores de nuvem em 2026 e de mais 50% em 2027. Os chips DRAM e NAND devem representar 47% desse investimento em 2026 e 68% em 2027. A consultoria estima alta de cerca de 270% nos contratos de DRAM para servidores em 2026.
A Apple não apresentou uma explicação específica para a nova precificação. A Micron, a SK Hynix e a Samsung, fabricantes de memória, superaram valor de mercado de US$ 1 trilhão neste ano, impulsionadas pela procura de empresas como Meta, Google e Amazon. A produção também foi comprometida por acordos de longo prazo, alguns com cinco anos ou mais.








