São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Estudo aponta informações enganosas em vídeos de dieta nas redes sociais

Análise de 300 vídeos no TikTok e no Instagram encontrou afirmações falsas e diferenças na forma como as redes apresentam saúde e corpo.

Estudo aponta informações enganosas em vídeos de dieta nas redes sociais

Um estudo que analisou 300 vídeos do TikTok e do Instagram encontrou informações enganosas em ao menos 68% do conteúdo sobre dieta e alimentação. Os vídeos foram selecionados entre 25 e 27 de maio de 2025 a partir das hashtags #healthylifestyle, #nutrition e #cleaneating.

Os pesquisadores observaram que as afirmações problemáticas vinham de influenciadores que falavam sobre nutrição sem credenciais acadêmicas. Ao menos 36% dos vídeos defendiam um padrão alimentar específico, enquanto 67% colocavam a alimentação “limpa” ou “saudável” no centro da mensagem. Suplementos ou superalimentos apareceram em cerca de 75% das publicações, e aproximadamente metade associou a alimentação saudável a uma tendência de estilo de vida.

Diferenças entre TikTok e Instagram

A análise também identificou diferenças na maneira como as plataformas apresentavam corpo, exercícios e saúde. No Instagram, a objetificação do corpo apareceu em 78% dos vídeos analisados, contra 48% no TikTok.

A rede também mostrou mais imagens com foco em partes específicas do corpo e maior presença de pessoas com corpos magros e musculosos: isso ocorreu em 70,7% dos vídeos do Instagram, contra 47,3% dos vídeos do TikTok. O Instagram ainda apresentou mais conteúdos sobre treinamento de força para mudar o físico.

No TikTok, os vídeos tenderam a destacar exercícios aeróbicos e a tratar a saúde como uma questão de bem-estar geral.

A equipe procurou ainda sinais de ortorexia nervosa, descrita no estudo como uma obsessão por consumir apenas alimentos considerados “puros” ou “limpos”, acompanhada de regras alimentares rígidas e angústia quando elas são quebradas.

Conteúdo de profissionais teve mais precisão

Os vídeos publicados por pessoas com credenciais apresentaram resultado melhor. Segundo o estudo, 45,5% desse conteúdo era preciso, contra apenas 4,7% das publicações de influenciadores sem qualificação.

Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Technology in Behavioral Science.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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