A administração do Canal do Panamá avalia novas reduções no número de embarcações que podem atravessar a rota caso a seca associada ao El Niño continue. A passagem diária, que já caiu de 36 para 32 navios, pode chegar a 29 ou a um número próximo em fevereiro ou março.
A possibilidade foi apresentada por Ilya Espino de Marotta, que assumiu a direção do canal e afirmou não descartar novas medidas. Ela disse que não espera uma redução para 24 vagas diárias, mas reconheceu que a situação pode exigir um limite de 29 embarcações ou algo parecido.
O canal depende da água da chuva acumulada nos lagos artificiais de Gatún e Alhajuela. Os níveis das reservas diminuíram com a seca provocada pelo El Niño, descrito como o fenômeno mais intenso já registrado e responsável por um alerta nacional.
Menos navios e menor profundidade
Na sexta-feira, 34 embarcações passaram pela rota. A partir de 15 de setembro, o limite será reduzido para 32 navios por dia. O calado máximo, que corresponde à profundidade da parte submersa das embarcações, também diminuiu: passou progressivamente de 15,24 para 14,63 metros.
A via interoceânica recebe 5% do comércio marítimo mundial e tem Estados Unidos e China como seus principais usuários.
Em 2023, os efeitos do El Niño fizeram o canal reduzir de 38 para 22 o número de passagens diárias, depois que os lagos atingiram níveis mínimos. Espino de Marotta, engenheira de 64 anos e primeira mulher a dirigir a estrutura construída pelos Estados Unidos em 1914, afirmou que não espera o retorno das restrições daquele ano.








