São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Agosto de 2026 registra novo recorde de calor global, diz Copernicus

Temperatura média do ar chegou a 16,96ºC, enquanto oceanos igualaram o recorde de calor para o mês.

Agosto de 2026 registra novo recorde de calor global, diz Copernicus

Agosto de 2026 foi o mês mais quente já registrado no planeta, informou o observatório climático europeu Copernicus. A temperatura média do ar chegou a 16,96ºC, superando em 0,01ºC o recorde anterior, marcado em julho de 2023.

A diferença foi considerada pequena pelo Copernicus, que passou a tratar agosto e julho de 2023 como meses que compartilham o recorde. As análises do serviço climático europeu remontam a 1940. Outros registros, como núcleos de gelo, anéis de árvores e esqueletos de corais, ajudam a comparar o clima atual com períodos mais antigos.

Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, afirmou que as temperaturas atuais provavelmente estão entre as mais altas observadas pelos seres humanos nos últimos 100.000 anos.

A Organização das Nações Unidas alertou que o planeta continuará avançando para níveis de calor sem precedentes enquanto a humanidade não abandonar os combustíveis fósseis. O chefe de clima da ONU, Simon Stiell, disse que os dados representam o custo da dependência de carvão, petróleo e gás.

Calor dos oceanos também bate recordes

As temperaturas da superfície dos mares alcançaram um novo máximo diário global e igualaram o recorde de calor para um mês de agosto. Com isso, os oceanos completaram uma sequência de três meses em níveis sem precedentes.

Mais de 90% do calor adicional retido pelos gases do efeito estufa foi absorvido pelos oceanos. Segundo o Copernicus, esse processo afeta a vida marinha, os recifes e as comunidades costeiras.

Bacias do Atlântico, do Mediterrâneo e do Pacífico tropical registraram recordes. Nessa última região, o El Niño mais intenso da era moderna ganhou força. O fenômeno é marcado pelo aquecimento incomum das águas do Pacífico e pode aumentar a ocorrência de eventos extremos em áreas distantes, como inundações no Peru, secas na África e incêndios florestais na Austrália.

O El Niño é a fase mais quente de um ciclo climático natural e costuma elevar temporariamente as temperaturas globais. Os cientistas esperam novos recordes nos próximos meses, conforme o fenômeno se aproxime de sua intensidade máxima por volta de dezembro. Há expectativa de que 2027, ou até 2026, seja o ano mais quente já observado.

Verão mais quente na Europa Ocidental

O Copernicus informou ainda que agosto encerrou o verão mais quente já registrado na Europa Ocidental, acima do recorde estabelecido em 2003. Entre junho e agosto, ondas de calor consecutivas contribuíram para o fechamento de escolas, a redução do nível de rios e condições favoráveis à ocorrência de incêndios florestais.

No mesmo período, quase 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo enfrentaram o verão mais quente já registrado no hemisfério norte. Dados do modelo climático ERA5 indicaram que 52 países, em todos os continentes, ultrapassaram seus próprios recordes de temperatura durante a estação.

Cientistas da rede World Weather Attribution concluíram que a onda de calor particularmente intensa em junho teria sido praticamente impossível sem a influência das mudanças climáticas.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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