São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Saúde

EFSA mantém avaliação de segurança para aspartame e acesulfame K

Agência europeia reconfirmou limites diários para os adoçantes, enquanto ONGs pedem a proibição preventiva do aspartame na União Europeia.

EFSA mantém avaliação de segurança para aspartame e acesulfame K

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) concluiu, nesta quinta-feira (10), que o sal de aspartame-acesulfame (E 962) não apresenta riscos à saúde nos usos e níveis atualmente informados. O aditivo é autorizado em diversos alimentos e bebidas sem açúcar ou com conteúdo energético reduzido, como refrescos e iogurtes.

Com sede em Parma, na Itália, a EFSA explicou que o adoçante se divide em aspartame e acesulfame K depois de ingerido. A avaliação também não identificou preocupações de segurança relacionadas ao uso do acesulfame K (E 950) e do aspartame (E 951).

A agência manteve a ingestão diária admissível do aspartame em 40 mg por quilograma de peso corporal por dia. O limite para o acesulfame K foi revisado e fixado em 15 mg por quilograma de peso corporal por dia. Segundo a EFSA, as estimativas atuais de consumo permanecem abaixo desses limites em todas as faixas etárias.

A recomendação dos especialistas é atualizar as especificações da União Europeia para o E 962, alinhando-as às regras aplicadas ao aspartame e ao acesulfame K usados na fabricação do produto.

ONGs contestam conclusão

Foodwatch, Yuka e a Liga contra o Câncer classificaram a decisão como “escandalosa”. As organizações afirmaram que a EFSA desconsidera riscos à saúde apontados por estudos científicos independentes recentes.

Em nota, as ONGs disseram que mais de 400.000 pessoas na Europa assinaram uma petição pela proibição preventiva do aspartame na União Europeia. Elas também citaram a classificação feita em 2023 pelo Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC), ligado à OMS, que definiu o aspartame como “possivelmente cancerígeno para os seres humanos”. A classificação foi baseada em uma análise da literatura científica independente disponível publicamente.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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